Os números publicados pelo governo sobre receitas/despesas no primeiro trimestre do ano (janeiro/março) no Diário Oficial de ontem reforçam a necessidade da administração pública mudar o rumo da prosa, sob pena de maiores perdas políticas ao governador Wanderlei Barbosa.
Derivadas por consequência da redução, não só da qualidade, mas da quantidade de serviços prestados à população, em favor da burocracia estatal. O governo será sempre o mordomo.
E como no serviço público existiriam cerca de 80 mil envolvidos, nos corredores lá fora fluturariam 1,4 milhão de pessoas. Destas, 1,1 milhão de eleitores.
Nos primeiros três meses do ano, o governo torrou 81,4% de suas receitas correntes (R$ 5,7 bilhões) com o custeio da administração. E elas, as receitas, registram viés de queda.
Só no seu funcionamento, o governo comprometeu R$ 4,5 bilhões (despesas correntes). O equivalente a 93,4% de todas as despesas realizadas no trimestre (R$ 5,08 bilhões).
Por outro lado, no que diz respeito ao cidadão,naquilo que ele vê, valoriza e considera ganho, a administração empenhou apenas R$ 152 milhões para obras no Estado e equipamentos (investimento).
Um índice de 3% de todas as despesas realizadas.
A situação se manteve na mesma inércia/aceleração no mês de abril, conforme os números no Portal das Transparências desta quarta (e comentados aqui ontem).



