A adesão do deputado Eduardo Mantoan (PSD) e de 50% da majoritária de Ataídes Oliveira (Novo) a Vicentinho Alves (PSDB) – a duas semanas das eleições – tem potência para impulsionar a militância e eleitores do tucano.
E, claro, operar transferências de votos para governador. Laurez e Ataídes perdem mais um pouco.
Regra geral, os eleitores mantém o voto proporcional, mas seguem seu candidato para governo.
Tanto Mantoan quanto o vice e senador de Ataídes teriam Dorinha Seabra (UP) como outra opção. Mas optaram por outro candidato.
Seguiram o fluxo das intenções de votos e a, deduz-se, disponibilidade de Vicentinho para conversações sem imposições de comando.
A inflexão de candidatura em direção ao tucanato é inteligente diante da possibilidade de 2º entre dois candidatos praticamente definida.
Mais especialmente a Laurez Moreira. O vice-governador segue desidratando seus votos a olhos vistos. Não conseguiu superar a bolada nas costas de Irajá Abreu e Kátia Abreu.
Nem a rifa que Wanderlei Barbosa fez de seu ativo político.
E pode sofrer mais: Irajá Abreu, ainda que fora das urnas, tem agido como candidato. Pretextando prestação de contas do mandato, não alterou o modo-campanha.
No popular, Irajá certamente vai buscar retirar o PSD de Laurez Moreira tão logo passe as eleições.
Anda freneticamente pelo Estado para que não caia no ostracismo da falta de perspetiva de poder político.
O esforço pelo irmão, Iratan Abreu (PSDB) - candidato a deputado federal - é nítido. Se não se eleger, pela primeira vez a família ficará sem um mandato.
E tem musculatura política para isto. Tanto numa eleição de Lula quanto de Flávio Bolsonaro. Gilberto Kassab está nas duas (digo, três, tem Caiado) canoas.
De forma que a decisão mais inteligente, do ponto de vista político, para Laurez era escolher outro lado antes do segundo turno.
Como apoiar Dorinha, por outro lado, candidata de Wanderlei, seria concordar com tudo que o governador apontou do vice, sobraria-lhe, caso decidisse, poucas alternativas.
Caso contrário, estará apenas captando e prospectando votos para o PSD que daqui a pouco será de Irajá.
E aí: nem tico, nem taco.


