Pois bem. Ontem publiquei o resultado da balança comercial do Estado (dados do Ministério da Economia) que apontava exportações de carne do Tocantins na ordem de R$ 1,571 bilhões de janeiro a setembro de 2021. Pontuava que em 2020 as exportações do setor elevaram-se a R$ 1,773 bilhões.
O UOL deste domingo publica uma reportagem expondo os frigoríficos que tiveram financiamento do BNDES e que o MPF encontrou indícios de exploração de trabalho escravo e desmatamento na Amazônia.
Da lista de frigoríficos, pelo menos três estão no Estado: Frigorífico Paraíso, Boi Branco e Masterboi. O Masterboi teria desmatado ilegalmente 628 mil hectares, o Paraíso 374 mil hectares e o Boi Branco derrubado ilegalmente 447 mil hectares na Amazônia.
E quanto esse pessoal fatura apenas com suas plantas no Estado? O Masterboi (Nova Olinda) estimados R$ 300 milhões/ano, o Paraíso (Paraíso) R$ 100 milhões e o Boi Branco (Dianópolis) tem uma venda estimada anualmente em R$ 300 milhões.
Os números são de uma grandeza contrastante com o preço (e escassez) da carne na mesa do tocantinense. A Cooperfrigu (Gurupi) tem faturamento anual estimado em R$ 700 milhões. O Minerva (Araguaína) outros R$ 700 milhões e o Friboi (Araguaína) mais R$100 milhões.
Impostos de até 3% na circulação interna e zero por cento na externa. Mais benefícios fiscais.


