Muito interessante a linha de raciocínio de Freire Junior, candidato a vice de Ronaldo Dimas. Para ele, o verdadeiro tocantinense seria o mineiro e não o nortense.
Convenientemente, Freire mistura a questão de naturalidade com história, onde ambos, Wanderlei e Dimas, dela não fizeram parte. Ainda que, como Freire Jr, Wanderlei tivesse mesma relação filial na luta pelo Estado.
Mesmo que enquanto Wanderlei estava em Porto Nacional(onde nasceu) , na criação do Estado, Freire Jr. ganhava a vida como funcionário do Banco do Estado de Goiás, em Goiânia (sua cidade natal).
Dito desta forma, seriam, para Freire, semelhantes as histórias de Ronaldo Dimas (mineiro de Uberaba) e Wanderlei (ex-nortense de Porto Nacional).
E aí ter-se-ia uma medida: ao defender Dimas, Freire poderia estar defendendo-se também a si próprio por que ambos não tocantinenses de nascimento.
Wanderlei, cuja mãe fazia trabalho politico junto com o prefeito Euvaldo Tomaz (do MDB de Freire) pela criação do município de Taquaruçu e do Estado. E cujo irmão assumiu a prefeitura portuense.
E isto também se assemelhasse ao trabalho de José Freire (o pai) pela criação do Tocantins que, por seu turno, fossem diferentes de Fenelon Barbosa e Maria Rosa. Tudo isto ai menos tocantinense que Ronaldo Dimas, que veio para o Tocantins com o Estado já criado.
E olha que Freire confunde de propósito, tudo indica, a discussão. Pelo que se tem lido, Wanderlei não tem feito discurso xenófobo contra Dimas. Tem dito que os nascidos no Tocantins ainda não governaram o Estado.
Seria o caso de lembrar a disputa de Freire Junior ao governo em 2002, quando, no MDB, foi derrotado por Marcelo Miranda, então no PFL. E Ronaldo Dimas que em 2006 foi o vice da chapa derrotada de Siqueira Campos pelo mesmo Marcelo Miranda que hoje indica Freire Junior a vice de Dimas, do PL.


