Sábado, 24 de Out de 2026

Fotografia de ontem mostra que Bolsonaro terá dois candidatos ao governo pedindo votos no Estado para candidatura. Mas dividiu no Tocantins chance de ganhar Palácio Araguaia enquanto a candidatura petista segue unívoca

23/03/2022 439 visualizações

Há muito se sabe que aquilo que os políticos complicam, a realidade descomplica.

A fotografia da agenda de Jair Bolsonaro ontem no Estado explicitou o que já se raciocinava: a divisão da base bolsonarista no Estado.

Em Xambioá, o Presidente se expôs no palanque com o senador Eduardo Gomes, ex-prefeito Ronaldo Dimas e deputados Tiago Dimas e Carlos Gaguim, dentre outros.

Em Porto Nacional, o palco foi dividido com Wanderlei Barbosa, Kátia Abreu, Vicente Jr e Vicentinho Alves.

Conclusão óbvia: um grupo (de Gomes) não se comunica (conecta) com o de Wanderlei/Kátia, embora ambos disputem o mesmo nicho de mercado eleitoral ligado a Bolsonaro.

Tem a seu favor, lógico, suas próprias biografias. Que, entretanto, não impedem a divisão do eleitorado ideológico, já que ambos (Dimas e Wanderlei) disputariam o mesmo segmento de votos.

Curiosamente, portanto, ao se unirem em favor de Bolsonaro e se dividirem na disputa pelo mesmo objeto (governo), favorecem, por consequência, o candidato petista Paulo Mourão ao Palácio Araguaia.

O PT tem um voto orgânico, não sujeito a partilhas como a fotografia de ontem demonstrou no grupo bolsonarista.

Seria, traduzindo no popular, Jair Bolsonaro ajudando a eleição de um petista no Tocantins. De forma direta dada a racionalidade numérica da divisão

A realidade descomplicando a narrativa política.

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