A campanha eleitoral tem início oficialmente no próximo dia 16 ade agosto. Até o dia 15 os partidos podem mudar candidatos, portanto, sob regras eleitorais.
Do que saiu das convenções já se pode deduzir algumas coisas. A primeira delas é que Wanderlei Barbosa demonstrou maior coesão e empolgação da militância.
Numericamente superior à militância do PT na convenção de Paulo Mourão e espantosamente maior que a de Ronaldo Dimas. A participação, de última hora, de Flávio Bolsonaro, sinaliza que Dimas aspira ser o candidato de Bolsonaro no Estado.
E mais ainda: vê riscos a ponto de necessitar da ajuda presidencial, . Prontamente atendida pelo filho do presidente quando o governador do Estado, de partido aliado e com a máquina nas maos, sugeriria mais jeito político e mais prudência na campanha, evitando conflitos paroquiais.
Afinal, o eleitor de Wanderlei, tudo indica seria tmbém de Jair Bolsonaro..Se pode atrair mais eleitores bolsonaristas, pode afastar os neutros. Alem de dividir mesmo eleitorado.
Risco que não correu Wanderlei Barbosa que, ainda filiado a partido da base do presidente (Republicanos) que pode aproveitar o potencial originário do bônus Bolsonaro que pelas pesquisas tem tudo para se tornar um ônus.
Assim Wanderlei ficando calado com a estratégia kamicase bolsonarista (veja que Flávio, em tese, teria Wanderlei também como candidato bolsonarista e feito uma escolha política) não desagrada bolsonaristas nem tem a rejeiçao dos anti-Bolsonaro. ou anti-petistas.
Deveria mesmo é ter agradecido a opção bolsonarista pelo ex-prefeito de Araguaína numa convenção esvaziada mas tomada por camisetas amarelas com slogans “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos” ou “Pátria Amada Brasil”.
Como Lula no Estado tem 44% na estimulada (40% espontânea) e Bolsonaro 31% na estimulada ( e 30% na espontânea no Estado/Vox Populi junho 2022) e uma rejeição de 58% (Jair) e 42% (Lula) e o eleitor ao longo do últimos 22 anos tem preferido os candidatos petistas a presidente, tem-se aí elementos de uma equação.
A eleição será bi-polarizada Lula X Bolsonaro. Lula tem apenas um candidato (Paulo Mourão) e Bolsonaro três: Wanderlei, Dimas e Irajá Abreu. Como é notório, um eleitoral dividido em três e aí beneficia o governador que ode ter ainda um quarto ao seu lado: Osires Damaso.
O PT vai angariar os votos petistas (que já são orgânicos) e daqueles que rejeitam Bolsonaro. E Wanderlei, empurrado pela participação de Flávio Bolsonaro no palanque de Dimas, terá os de Bolsonaro e o daqueles que não querem o PT e Bolsonaro, se é que me entendem.
Ou seja, Irajá Abreu (que lançou candidatura lá em Lavandeira) e Ronaldo Dimas (que tem no palanque também o líder de Bolsonaro no Congresso, senador Eduardo Gomes) terão que suar a camisa para reverter este quadro que, lógico, não é definitivo.


