A Firjan não toma jeito. No mês passado, foi obrigada a engolir notas de esclarecimento de vários Estados corrigindo “estudo” da entidade que mostrava que apenas quatro governos fechariam 2024 no vermelho. Tocantins estava fora deles. O “estudo” fora publicado no Metrópoles.
Pois bem. A mesma Firjan divulgou estudo ontem (sábado) no mesmo Metrópoles sobre o poder nanico de investimentos dos Estados.
O Tocantins estaria dentre os cinco Estados com maior investimento per capita em 2023. Seriam R$ 810,00 per capita. Só menor que Mato Grosso, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul. Piauí e Alagoas. A isto, o “estudo” denomina como “poder de investimento”.
Ou seja, o realizado. Situação controlada no Estado. Mas um estudo dispensável dado que os números já foram avaliados pela STN. Estão lá na Secretaria do Tesouro Nacional. A sua análise é que é equivocada.
Para se entender como ele (o estudo da Firjan) chegou a estes R$ 810 é preciso muita paciência. Depois de diversas experimentações com fatores, variáveis e constantes possíveis, descobre-se que a Firjan foi mais simplória: apenas dividiu o valor investido (empenhado) pelo número de habitantes do Estado. Pronto.
Estaria aí o poder de investimento e o suprassumo do Estudo. O estudo ainda realça a relação com despesas e receitas. Uma coisa que não tem nada com a outra para a conclusão a que pretende o estudo fazer chegar ao destinatário.
Quer ver: neste mesmo 2023 (do Estudo), o governo do Tocantins teve receitas correntes de R$ 14,312 bilhões e despesas correntes de R$ 12,638 bilhões (um superávit entre os dois de R$ 1,674 bilhões). Esperava investir R$ 1,070 (na LOA, mas corrigiu para R$ 1,6 bi). E investiu R$ 1,3 bilhão.
No exercício anterior (2022) o governo teve R$ 12,931 bilhões de receitas correntes e outros R$ 10,944 bilhões de despesas correntes. Uma diferença de R$ 1,989 bilhões. E investiu apenas R$ 1,049 bilhões (na LOA era R$1,460 bi corrigido para R$ 2,6 bi).
Ou seja, em 2022, o governo teve mais receitas e investiu menos que em 2023, com menor orçamento e financeiro. De outro modo: na tese do Estudo da Firjan (divulgado pelo Metropoles) o poder de investimento seria inversamente proporcional ao aumento das receitas!!! Quanto maiores as receitas, menor seria o poder de investimento.
No Estado, ninguém celebrou por motivos óbvios: a inconsistência do Estado e a régua indefinida e equivocada dos técnicos.
Antes uma informação: o Rio de Janeiro tem a letra C da Capag (o Tocantins a B seguindo para a A).
O Rio está em regime de recuperação fiscal e, no início de maio, foi repreendido novamente pelo MF. Motivo: rombo de R$ 3 bilhões nas contas em 2023.


