Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Firjan divulga outro estudo amalucado sobre situação fiscal dos Estados no mesmo Metrópoles!!! Tocantins está bem na fita, mas publicação equivocada contamina desempenho.Deve ter jabuti nessa tuba, só pode!!!

26/05/2024 569 visualizações

A Firjan não toma jeito. No mês passado, foi obrigada a engolir notas de esclarecimento de vários Estados corrigindo “estudo” da entidade que mostrava que apenas quatro governos fechariam 2024 no vermelho. Tocantins estava fora deles. O “estudo” fora publicado no Metrópoles.

Pois bem. A mesma Firjan divulgou estudo ontem (sábado) no mesmo Metrópoles sobre o poder nanico de investimentos dos Estados.

O Tocantins estaria dentre os cinco Estados com maior investimento per capita em 2023. Seriam R$ 810,00 per capita. Só menor que Mato Grosso, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul. Piauí e Alagoas. A isto, o “estudo” denomina como “poder de investimento”.

Ou seja, o realizado. Situação controlada no Estado. Mas um estudo dispensável dado que os números já foram avaliados pela STN. Estão lá na Secretaria do Tesouro Nacional. A sua análise é que é equivocada.

Para se entender como ele (o estudo da Firjan) chegou a estes R$ 810 é preciso muita paciência. Depois de diversas experimentações com fatores, variáveis e constantes possíveis, descobre-se que a Firjan foi mais simplória:  apenas dividiu o valor investido (empenhado) pelo número de habitantes do Estado. Pronto. 

Estaria aí o poder de investimento e o suprassumo do Estudo. O estudo ainda realça a relação com despesas e receitas. Uma coisa que não tem nada com a outra para a conclusão a que pretende o estudo fazer chegar ao destinatário.

Quer ver: neste mesmo 2023 (do Estudo), o governo do Tocantins teve receitas correntes de R$ 14,312 bilhões e despesas correntes de R$ 12,638 bilhões (um superávit entre os dois de R$ 1,674 bilhões). Esperava investir R$ 1,070 (na LOA, mas corrigiu para R$ 1,6 bi). E investiu R$ 1,3 bilhão.

No exercício anterior (2022) o governo teve R$ 12,931 bilhões de receitas correntes e outros R$ 10,944 bilhões de despesas correntes. Uma diferença de R$ 1,989 bilhões. E investiu apenas R$ 1,049 bilhões (na LOA era R$1,460 bi corrigido para R$ 2,6 bi).

Ou seja, em 2022, o governo teve mais receitas e investiu menos que em 2023, com menor orçamento e financeiro. De outro modo: na tese do Estudo da Firjan (divulgado pelo Metropoles) o poder de investimento seria inversamente proporcional ao aumento das receitas!!! Quanto maiores as receitas, menor seria o poder de investimento.

No Estado, ninguém celebrou por motivos óbvios: a inconsistência do Estado e a régua indefinida e equivocada dos técnicos.

Antes uma informação: o Rio de Janeiro tem a letra C da Capag (o Tocantins a B seguindo para a A).

O Rio está em regime de recuperação fiscal e, no início de maio, foi repreendido novamente pelo MF. Motivo: rombo de R$ 3 bilhões nas contas em 2023.

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