Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Fieto trabalha para instalar no Estado um Laboratório de Certificação de Alimentos que atenderá as regiões Centro-Oeste e Norte do país. Não é por causa da indústria, como se nota, que Tocantins vai mal!

luizarmandocosta 22/03/2019 953 visualizações

A Federação das Indústrias pode implementar no Tocantins um laboratório para certificação de produtos alimentício que atenderá os Estados das regiões Centro-Oeste e Norte do país. O projeto está tramitando na Confederação Nacional das indústrias. O laboratório terá como finalidade certificar produtos alimentícios nas duas regiões.

O anúncio foi feito nesta sexta pelo presidente da Fieto, Roberto Pires. É um projeto que pode alavancar a indústria alimentícia do Centro-Oeste e Norte do país com ganhos agregados para o Estado. "Inicialmente a gente queria só da carne, mas decidimos ampliar para toda cadeia de alimentos", disse Pires hoje a jornalistas no centro de profissionalização do Sesi/Senai na Capital.

Pires, como os números reforçam, comanda uma entidade que, com um orçamento menor que a maioria das secretarias de Governo (R$ 30 milhões realizados/Sesi/2018), capacitou (e atendeu) nos últimos dez anos o portento de 2,5 milhões de trabalhadores do Estado, especializando mão de obra com emprego garantido no mercado de trabalho. "Pesquisas indicam que cerca de 95% da indústria prefere pessoas capacitadas pelo Sesi/Senai", revelou Pires.

O serviço prestado pelo Sistema atende as cerca de 2 mil e 700 indústrias ativas no Estado. Dinheiro privado, ainda que submetido a controles do TCU e CGU. Os técnicos que saem do Sesi/Senai, segundo estudos da entidade, agregam nos salários no mercado de trabalho algo em torno de 17%.

O trabalho realizado pela Fieto, sob a coordenação de Roberto Pires, como é notório, parece expor que o Estado tem solução. Há entidades capacitando mão de obra como a Fieto com as mesmas técnicas empregadas nos Estados do Sul do país. As salas lotadas e a procura das empresas por técnicos ali formados, sugere que se a política partidária do Estado vai mal, a economia segue com profissionalismo gerando riquezas não só materiais mas agregando valor a pessoas. Conhecimento, como se sabe, não se retira daquele que o adquire.

É um setor que avança no dia-a-dia do cidadão, ensinando-lhe pescar e, em determinadas situações, entregando-lhe também a vara. O trabalho do Sistema Fieto no Tocantins expõe que se o Estado não está melhor, não é por causa da indústria. São os números que o revelam.

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