A comunicação do governo divulga a vacinação do ex-prefeito Fenelon Barbosa. Vem a ser pai do vice-governador Wanderlei Barbosa e do vereador Marilon Barbosa. Mas atenção: tinha como esposa a Dona Maria Rosa, um trator de política social e, com pouca margem de erro, o suporte e impulso dos Barbosa. Foi secretária de Ação Social e não há um senão sequer em sua biografia.
Dona Maria era filha do histórico João Comprido (era comprido mesmo). Estudei quatro anos com uma de suas irmãs, Terezinha, no ginásio na década de 70. Uma família honrada. Merecido ter dado nome ao primeiro conjunto habitacional de Palmas, o Maria Rosa.
Mas não é o ponto: o governo Mauro Carlesse dá a Fenelon a importância que ele tem e teve. Antes de ser o primeiro prefeito de Palmas, Fenelon era prefeito de Taquarussu e que, junto com os vereadores, abriram mão do município para entregar a sede a Palmas.
Foi, por isto, vítima de muito preconceito alimentado pelo próprio siqueirismo que o tratava como um vaqueiro. Intuo que por sua cor e orgiem. Uma leviandade. Como se Fenelon não existisse antes de Siqueira e do Estado. Como se sua família não fosse um grupo tradicional portuense. E pioneiro em Taquarussu da época que se gastava um dia de Porto ao distrito. Seja no caminhão de Seu Maracaípe ou na Rural de Zé Florentino.
A narrativa siqueirista transformou Fenelon em primeiro prefeito de Palmas para, em seguida, substituí-lo na história por Eduardo Siqueira, que veio a ser o primeiro prefeito eleito de Palmas. Na tese, Fenelon era um interventor, quando tinha sido eleito junto com vereadores.
Vereadores que deixaram a Câmara pobres como entraram. Um deles, Pedro, tinha mais condição de vida quando era servente de pedreiro do meu pai. E que o ajudou na construção (na administração de Antônio Coelho do Santos) da primeira escola de Taquaruçu, na Praça Maracaípe, antes da emancipação do distrito de Porto, por força de projeto de lei do deputado Totó Cavalcante, antes da criação do Estado.
Fenelon precisa ser resgatado.


