O governo decidiu administrar o desgaste da entrega à ATI de todas as informações do Estado. Divulgou esta semana uma “parceria” entre a Agência e a Sefaz para “entregar” aos8k tocantinenses “soluções dinâmicas que facilitem o acesso aos serviços do Governo do Tocantins”.
Obviamente, empreender uma parceria dessas, a priori, seria uma desnecessidade dadas as funções públicas de ambas as pastas de um mesmo Executivo. Seria, metaforicamente, um cidadão ser parceiro dele próprio
O governo fazendo parceria com o próprio governo para cumprir obrigações públicas já determinadas aos órgãos envolvidos.
Para entender melhor, basta observar que a centralização levou problemas a todos os órgãos por demandar mais prazos no atendimento em função da burocracia da , que teria se tornado, assim, uma super-secretaria subordinando todas as outras.
Na Secretaria da Fazenda, Segurança Pública, Educação, Saúde os problemas são indiscutíveis, o que sugere a necessidade de outras parcerias.
O secretário da Fazenda, Júlio Edstron, defendeu ao blog a parceria. Disse que a centralização dos dados do governo na Agência é uma exigência dos tempos atuais. Para ele, as dificuldades são provenientes da fase de implantação do sistema.
Para Edstron, o expediente dará agilidade aos trabalhos da Secretaria da Fazenda, descartando, no entanto, que o convênio significaria a desfiguração da centralização que defendeu ser relevante para a melhoria dos serviços ao cidadão.


