A CPI da BRK completa na próxima segunda-feira um ano e quatro meses de sua instalação na Câmara Municipal de Palmas.
Não há, decorridos 16 meses de funcionamento, previsão de relatório.
Esta semana membros da CPI foram ao interior de São Paulo para conhecer um sistema que dá certo.
Ora, os vereadores não podem assessorar a BRK e sim cobrar o contrato assinado com a prefeitura.
Para não dizer que, tivessem boa intenção jurídica e eletiva (ressalvadas as exceções de praxe que certificam a regra), se juntariam ao MPE e cobrariam da Justiça o óbvio: o rompimento do contrato renovado de forma ilegal. E a redução das tarifas exorbitantes.
As circunstâncias políticas e a composição do Legislativo apontam, no entanto, para mais uma vitória da empresa contra o consumidor.
O que dizer do enfrentamento que a CPI teve com o STF no episódio da desconvocação do CEO da empresa? Um cancelamento que mereceria uma investigação, ligações celulares e que tais, dado o volume de recursos envolvidos.
Uma empresa que teve a concessão renovada sem licitação pública, presta os piores serviços de tratamento de água e esgoto (as ações do MPE estão aí) mas que cobra do tocantinense a maior tarifa da região Norte do País.
Os vereadores deveriam envergonhar-se de fechar os olhos para esta extorsão ao consumidor. E seguem, alguns, encenando vontade política.
Enquanto aguardam as campanhas eleitorais (convenções daqui a duas semanas) para guardarem suas vergonhas.
Uma empresa que cobra do consumidor uma tarifa de R$ 70,00 (de água e esgoto) sem que ele abra uma torneira. A tarifa mínima.
Se você consumir até 50m3 paga uma tarifa de R$ 26,52 por m3 que dá R$ 1.326,00. E que somando os 80% da taxa de esgoto ficaria sua conta em R$ 2.386.
Para saber o abuso de sua casa é só pegar a tabela aí de cima e fazer a multiplicação.
Os vereadores, no entanto, preferem outra conta.


