Dois dias após aprovarem a excrescência do auto-licenciamento ambiental, parlamentares do Estado da base aliada do governo federal no Congresso tomaram o sábado amplificando a “Marcha da família” de produtores rurais em Brasília (DF) em favor de Jair Bolsonaro e contra a CPI da Pandemia que investiga os responsáveis pelas mais de 430 mil mortes do Covid-19 no país.
O auto-licenciamento ambiental (com aprovação dos deputados federais do Estado) possibilita, por exemplo, que a BRK Ambiental não precise mais apresentar estudos de impacto ambiental para captação de água. Ou para tratamento e descarte do esgoto da Capital.
Pode entrar à vontade no Córrego Brejo Comprido, Água Fria, Jaú ou nos dois ribeirões Taquaruçu que ninguém tem nada com isto. Não satisfeita, pode adentrar o leito do rio Tocantins e buscar água para abastecer a cidade, como já tem projeto, sem fiscalização do Ibama ou ICMbio.
Se obrigadas até hoje a apresentar licenças ambientais, as pequenas hidrelétricas (PCHs) detonaram rios como o Palmeiras (no Sudeste) e outros ribeirões no centro-oeste do Estado, cairão na farra. Ou seja, um mercado e tanto para os políticos que correm atrás de concessões para comercializar a grandes empresários, como é farto no Tocantins.
E o que dizer do liberou geral para pecuaristas derrubarem matas para criar gado. A atividade é um dos principais problemas no país. E que somado aos desmatamento da soja, caminho do caos.
A muitos falta óleo de peroba tanto nos propósitos quanto no mérito da coisa em si. No país, como informa pesquisa Datafolha deste domingo, 50% da população dizem nunca confiar nas falas de Jair Bolsonaro. O comandante da turma do negacionismo, que promete abrir as porteiras do desmatamento e mineração nas reservas indígenas e que patrocina o desmonta ambiental no país, estuprando o Código Florestal.
Se o deputado é o representante da população, indo contra a sua vontade estaria evidentemente descumprindo sua obrigação. E se isto se dá, atenderia a outra vontade que não aquela daquele que o elegeu e lhes proporciona salários, benesses e, não raro, aumento injustificado de patrimônio pessoal.


