Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Falta de transparência em ações da PM nos crimes de que é envolvida não contribui para fortalecer a segurança que a população precisa nela depositar

luizarmandocosta 03/02/2020 477 visualizações

Muito nebuloso esse crime na Avenida Teotônio Segurado. Um rapaz, depois de acidente de trânsito, foi baleado e morto por um policial militar de folga.

A PM demonstra querer dar transparência na apuração mas o faz de forma contraditória sem explicar os depoimentos do policial e das testemunhas, omitindo até mesmo o nome do PM.

Coisa que não faz com o cidadão comum pego em flagrante praticando crime. Ainda mais quando assassinato. Coloca logo no BO e espalha nos meios de comunicação.

Pode ser uma previsão legal? Pode. Mas um crime praticado por um PM de folga, não é um crime de policial que pudesse se enquadrar em circunstâncias policiais. De trânsito, pior ainda. Fora outro, seria preso em flagrante porque um crime de um civil comum, posto sem farda.

Já se divulga que encontraram um simulacro de arma, mas não se explica se com a vítima ou com o policial. Não é raro caracteres mal formados fazem uso plantação de provas para encobrir seus abusos e equívocos.

Poderia simplesmente informar o nome do PM e dizer: olha, ele reagiu, estava armado tererê, tererê. O cidadão estava com um simulacro, informava. Ou assumir de vez o erro. Casos tais, em grande monta, só se repetem pela impunidade.

Mas não o faz, alimentando dúvidas tanto quanto aos motivos quanto às circunstâncias. O PM, depois de prestar depoimento, saiu pela porta da frente da delegacia.

O Comandante Geral da PM, Jaizon Veras, é um oficial considerado sério nos quartéis. Mas o número de mortes atribuídas a confrontos e resistência de civis por policiais aumenta a cada dia.

Situação piorada depois que, no governo Marcelo Miranda, o então comandante da PM, coronel Glauber de Oliveira, autorizou, por portaria, os PMs andarem armados nas suas folgas, não exigindo mais acautelamento, especialmente nos finais de semana quando muitos, com umas biritas na cara, apresentam sua força bruta contra desarmados.

A prudência da PM protegendo no anonimato seu policial que matou um cidadão e a não transparência sobre as circunstâncias do fato, não contribui, certamente, para aumentar a segurança da população nos profissionais da Corporação. Antes a coloca sob suspeição que talvez possa ser até injusta.

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