Produtos alimentícios com preços nas alturas e escassez no mercado. O desempenho da balança comercial do Estado dá pistas regionais da crise. Beneficiados por milhões de isenções fiscais (estadual e federal), o agronegócio tocantins exportou de janeiro a agosto de 2020 o equivalente a R$ 5,5 bilhões (US$ 1.037,6 bilhões).
O volume de exportações do primeiro semestre deste ano é (conforme o Ministério da Economia), 33,5% superior ao exportado de janeiro a agosto de 2019 pelo agronegócio do Estado. Contra uma inflação de 2,44% nos últimos doze meses.
Só a soja é responsável por 73% das exportações (US$ 756 milhões/R$ 4 bilhões). Variação de 27% em relação ao ano passado. A carne ocupou o segundo lugar com 20% (US$ 205 milhões/ R$ 1,09 bilhão). Uma variação de 115% sobre o mesmo período de 2019.
Ou seja, são incentivados com renúncia fiscal para exportar os produtos que desaparecem do mercado e fazem aumentar o preço interno dos alimentos. Ganho duplo: renúncia fiscal e com a variação cambial. A mesma que corrige a dívida do Estado para cima que tem de volta a alta dos produtos na mesa do consumidor que banca a farra fiscal.


