É um problema político inexistente (ou um falso dilema) estabelecer que a eleição de prefeitos não apoiados pelo governador Wanderlei Barbosa (e a derrota de seus apoiados) paute a agenda do Chefe do Executivo e represente a régua para medida de êxito ou derrota do governo e de Wanderlei daqui a dois anos.
O raciocínio matemático e político superficial e raso emerge do desempenho dos candidatos apoiados por Wanderlei em Porto Nacional, Araguaína, Paraíso e outros. No município vale outras questões. A porta da casa, o relacionamento pessoal, a amizade, o boteco da esquina. É o varejo. No governo é atacado.
Eleições estaduais diferem, é fato, em muito, de eleições municipais. E os prefeitos eleitos, independentes de serem aliados ou não, terão mais dois anos de Wanderlei pela frente quando precisarão de sua vontade política e administrativa.
De igual modo Wanderlei estará sentado na cadeira de governador esperando os prefeitos eleitos para alianças.
Democracias são desta forma. Dependem de vontade política. E os prefeitos eleitos tendem a buscar uma reeleição quando precisam mostrar trabalho. E resultados dependem de parcerias.
Fora os convênios, emendas e obras, Wanderlei entregou limpinho (da arrecadação de impostos IPVA, ICMS e IPI) aos prefeitos de 2022 até este mês de agosto (2024), a bagatela de R$ 3,8 bilhões.
E vem crescendo os valores. De janeiro a outubro de 2021 (último período Mauro Carlesse) foram R$ 962 milhões. Já com Wanderlei foram R$ 1,326 bilhões (2022), R$ 1,546 bilhões (2023) e R$ 938 milhões até hoje (agosto/24).
É praticamente 30% de todo o repasse de FPM aos 139 municípios no ano de 2023 (R$ 5,2 bilhões). E em 2024, o repasse no 1º semestre equivale a 90% do que a União repassou de FPM aos prefeitos. FPM em queda, como o FPE.
Wanderlei poderia simplesmente seguir administrando o governo, fora da administração de palanques.
É do desempenho do governo que depende seu êxito político em 2026. E ele até aqui, neste aspecto, é um dos melhores do país.


