A discutida posse do suplente Alexandre Peara (PSB) na Câmara de Palmas favorece o raciocínio de que o ex-prefeito Carlos Amastha esteja sendo mais pragmático que retórico no modo de fazer política. Peara representaria o Tiago Andrino de ontem, só que com respaldo de um grupo de militantes ativos nas redes sociais.
Os políticos (com e sem mandato) optaram, nos últimos anos, por fazer política pelas redes, onde podem, eles próprios, enaltecerem e divulgarem seus projetos. Contam, certo modo, com a preguiça mental e a negligência da massa crítica de parcela da população que termina concedendo mérito no que é apenas uma obrigação.
Pior: raramente reflete o eleitor sobre a validade de ação firmada por aquele que a praticou. Nisto se fia, hoje, a sociedade política limitada, dando valoração no seu próprio carimbo.
O ex-prefeito, entretanto, tem escolhas a fazer. Se numericamente nada muda na bancada do partido na Câmara, os presuntivos alvos exigiriam táticas diferenciadas a orientar sua bancada a um ano das eleições estaduais.
Por dedução mais que indução, Carlos Amastha estaria, pela lógica e perfil, a planejar disputar um cargo dentre quatro possibilidades: governador, senador, deputado federal ou estadual.
Como Cínthia Ribeiro (sua principal adversária na Capital) está inclinada (ainda) a cumprir o seu mandato, o alvo mudaria: Janad Valcari que recebeu apoio do vice-governador na eleição na presidência da Câmara justamente para disputar votos para deputada federal na chapa governista. Situação em que também acenaria que estaria no radar do ex-prefeito uma disputa proporcional e não majoritária.
Até porque pode ser contraproducente comprar briga com Cínthia a quatro anos das eleições municipais, quando a prefeita tem munição suficiente para contraditá-lo em função dos passivos que teria herdado do ex-correligionário.


