Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Falo doentio de Jair que agora sugere ter ultrapassado o Messias na sua infinitude. Êta Brasilzão que vai pra frente!!!!De uma gente alegre e tão contente!!!

30/05/2021 534 visualizações

Jair Bolsonaro voltou ontem a amplificar a seus seguidores que seria imorrível, incomível e imbroxável. Há pouco menos de três anos pensar declarações tais sendo verbalizadas por um Presidente da República de uma democracia e no exercício do cargo que requer determinada liturgia oficial, seria absurdamente surreal. 

Não no sentido literal do léxico mas pelo nível vernacular da maior autoridade do país, que dá bem demonstração não só de sua tábua de valores, mas de tudo que representa, reflexo consequente do que pensa parcela da população brasileira que delegou-lhe o cargo circunstancialmente.

Obviamente, a reação aos movimentos de rua de ontem, contexto que fez emergir os instintos mais primitivos do presidente eleito pelo voto popular, tem outra extensão subjacente para além da simples linguagem copular.

Sugere que Jair Messias tenha subido um degrau no Brasil acima de tudo, Deus acima de todos. Já não carregaria a finitude do ser. Infinito, rivalizaria, agora, com o próprio Deus na sua infinitude.

E aí o paradoxo: como é, nas suas palavras, impróprio para consumo, corre o risco de ser descartado nas prateleiras da maioria do eleitorado. Ainda que se mantenha com a ereção absolutista em alta. no país a Constituição não permite mais que uma reeleição.

O que leva a uma dedução lógica: Jair entende ser maior que o Messias e defenderia manter-se no cargo infinitamente, independente da vontade do consumidor.  Contaria com uma arma convincente, na sua inteligência doentia: a anatomia do seu falo.

Alheio à sua ereção, com moto-contínuo próprio e sem disfunção erétil, o vírus já havia matado até ontem no Brasil que um falo preside, 461 mil pessoas e a vacinação, que já era irrisória, mantinha viés de queda mais ainda.

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