O populismo brucutu de Jair Bolsonaro parece ter contaminado o governador Mauro Carlesse. Seja por impulso eleitoral ou empurrado por aliados do Presidente no Estado a defender a hipótese de zerar o preço dos combustíveis, o Chefe do Executivo estadual aventou esta semana que está também disposto a discutir o ICMS da gasolina.
Há, como é notório, os governadores que já se posicionaram contra. Dizendo-se favorável, ainda que se realce apenas à discussão, Carlesse já estaria no time de Bolsonaro. Uma jogada política.
Mais um empurrãozinho do senador Eduardo Gomes, líder do governo no Congresso, e Carlesse estará fumando o cachimbo da paz com o presidente, selando novamente uma aliança que teria sido abalada pelas circunstâncias ainda não explicadas da visita presidencial de dezembro passado.
A declaração, com efeito, se prestou mais a agregar, com mais de uma semana de atraso, solidariedade à proposta federal (e mostrar-se companheiro do Palácio do Planalto) do que a contribuir para a redução do imposto.
Uma propositura mais política do que técnica porque hipóteses neste sentido já estão em discussão no projeto de Reforma Tributária em curso no Congresso. Sem a necessidade de aceitar desafios midiáticos.
O ICMS, ademais, é imposto de competência estadual o que implicaria na tese de que, quisesse o governo reduzir a tributação, bastaria o Executivo encaminhar uma proposta à Assembléia e mobilizar sua bancada de 23 deputados no Legislativo para sua aprovação.
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