Nos bastidores políticos a oposição guardava o calendário eleitoral no compasso de espera político.
Se para parte dela, a estratégia dava espaço a composições favoráveis, outra tratava-na como mera tática de aguardar a melhor hora.
O avanço do governismo (e a verbalização pública dos líderes da busca de hegemonia no início do ano legislativo), pode ter sido o gatilho para três notas duras do PSB, PSD e PSDB no mesmo dia (ontem).
E não será surpresa que o Podemos e PDT também o façam. O PT (hoje alinhado ao Palácio) pode ser obrigado por Lula a engrossar a lista.
É um movimento que periga o governo enfrentar e que talvez não esteja preparado para o embate. No que a antecipação da sucessão pode ter sido um ato falho.
Mandatos pertencem aos partidos. Assim como o fundo de campanha eleitoral e tempo de propaganda.
O governismo pode ter mais prefeitos, mas também número maior de potenciais candidatos na mesma quantidade de partidos. E as vagas são iguais por legenda.
A projeção dessa disputa já abriga prudência a potenciais candidatos como a senadora Dorinha Seabra e o deputado Carlos Gaguim (UB). Os grandes financiadores da campanha de Wanderlei, do Republicanos.
Além disso, a depender do desempenho do Executivo, pode haver mais desgastes nos próximos dois anos.
Isto tudo aí irrompido após o primarismo das ações do grupo de Amélio Cayres no Legislativo estadual e metropolitano.


