O governo federal divulgou ontem as exportações de fevereiro. A situação sugere não ser favorável aos brasileiros.
As exportações, ainda que tenham aumentado em valor e volume, perderam no preço. A precificação do dólar.
No agronegócio é a mesma coisa. Ganhou no mês 11,5% no valor, 34,5% no volume mas amargou preços 17,1% menores. Em nível nacional.
No Estado o faturamento das exportações já vinha em queda. Não só pela variação da moeda americana.
Os produtores do Tocantins exportaram em fevereiro deste ano US$ 168,7 milhões. Os grãos representam a maior fatia do comércio internacional da economia tocantinense.
Em 2023, o total anual exportado no Tocantins foi de R$ 3,014 bilhões. Menor que os US$ 3,087 bilhões (2022).
Ainda assim praticamente o dobro dos US$ 1,845 bilhões que exportou em 2021. Mas com viés de queda.
As previsões na Conab ratificam essa tendência. Os números não são animadoras para a safra de grãos/24.
No último boletim (8 de fevereiro de 2024) a Conab estimava uma produção no Estado este ano de 7.164,7 mil toneladas de grãos. Menor do que os 7.612,9 mil toneladas do ano passado.
A queda é prevista mesmo com o aumento da área plantada que passou de 2.013,8 mil hectares (2023) para os atuais 2.109,8 mil hectares.
Um avanço sobre o cerrado de 4,8% contra uma redução de estimativa de produção de 5,3%. Redução da produtividade de 3.781,7 kg/hectare (2023) para 3.396 kg/ha (2024). Um queda de 10,2%.
Só na soja a queda (conforme a Conab prevê) pode ser registrada uma queda de produção de 6,5%. Pode colher 4.498,2 mil toneladas contra as 4.869,2 mil toneladas da safra anterior.
E isto na contramão dos incentivos fiscais que o poder público tem concedido ao setor. Mas os produtores não tem na tormenta os mesmos procedimentos da bonança.
É quando o humor dos céus que concedeu a colheita se transforma em justificativa para chorar os prejuízos e apontar que se os lucros dependem deles, os prejuízos, não. São socializados.


