Sábado, 24 de Out de 2026

Explicações do deputado Vicente Jr. para saída do PL e entrada no PP demonstram mais do que sugere apontar o deputado bolsonarista

11/02/2022 1202 visualizações

Como havia antecipado este blog, o deputado federal Vicentinho Jr espera só a janela partidária (março) para filiar-se ao PP, presidido no Estado pela senadora Kátia Abreu.

Desperta atenção, entretanto, a publicação que o parlamentar fez no twitter justificando sua saída do PL por posições políticas, explicando ser impossível tratar de política junto com membros do grupo do governador afastado Mauro Carlesse.

O PL, como é sabido, é comandado no Estado há anos pelo ex-senador Vicentinho Alves, que vem a ser pai do deputado Vicente Jr. O partido é o que escolheu Jair Bolsonaro para disputar a reeleição e é presidido nacionalmente pelo ícone do fisiologismo, Valdemar Costa Neto, condenado a sete anos de cadeia pelo STF.

Como Mauro Carlesse é do PSL (presidente regional) e é considerado mais que adversário por Vicente pai e Vicente filho jura, na saída do partido, lealdade a Jair Bolsonaro (do PL que segundo o deputado estaria cheio de aliados de Carlesse) há conclusões possíveis:

  1. O ex-senador Vicente Alves (que preside regionalmente o PL) fez as pazes com Mauro Carlesse, rachando o partido e empurrando o filho para fora da legenda, algo pouco provável mas não implausível na política.
  2. Ou o presidente Jair Bolsonaro convenceu (ou foi convencido) por Costa Neto a empurar pai e filho  para fora do comando do PL para ali colocar um parlamentar com maiores possibilidades eleitorais numa chapa majoritária. Nem que para tanto tenha que escolher Mauro Carlesse (um governador afastado mas elegível e com  muita grana) a Vicente Jr.
  3. Das duas assertivas emergem os senadores Eduardo Gomes e Kátia Abreu. Líder do governo Bolsonaro no Congresso, Gomes teria via aberta para ser candidato ao governo pelo PL (com o apoio de Bolsonaro no partido e de Mauro Carlesse) e o presidente da República se aproximaria mais ainda, por via direta, de Kátia (que foi vice de Ciro Gomes em 2018) com o endosso à filiação do deputado Vicente Jr na legenda do PP.
  4. Kátia teria, oficialmente, o apoio partidário de Bolsonaro na sua reeleição ao Senado e o empurrão extra-oficial de Lula, do PT, nos palanques este ano.
  5. E Gomes navegaria com o suposto apoio de Mauro Carlesse (no raciocínio de Vicente Jr) e sem a sombra de Kátia Abreu numa disputa para governo. Seria um confronto direto com Wanderlei Barbosa.
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