O governo encaminhou ao Legislativo pedido de autorização para novo empréstimo: R$ 986 milhões (US$200 milhões) com o Bird.
Se aprovado, a dívida consolidada do Estado saltará para R$4,701 bilhões (era R$ 3,715 bilhões até o 2º quadrimestre/2023). Dívida debitada automaticamente no FPE. Noutros casos, até mesmo na arrecadação própria.
Destes, R$ 3,086 bilhões foram de financiamentos (bancos nacionais e internacionais). O montante de R$ 2,607 bilhões no atual governo.
Foram R$ 1,7 bilhões (BB, Caixa e BID) e agora os R$ 986 milhões (Bird). Em 2021, no governo Mauro Carlesse, foram contratados mais R$ 149 milhões (BRB) e R$ 230 milhões (BB).
Wanderlei Barbosa assumiu o governo em outubro de 2021, entretanto, com uma DC de R$ 4,753 bilhões (RGF 2021).
Significa, portanto, uma redução de todas as dívidas (financiamentos, contribuições e que tais) em R$ 1,038 bilhões de janeiro de 2022 a agosto/2023.
E onde o X? O governo reduziu a dívida consolidada em R$ 1 bilhão no período, mas por outro lado escalou em dobro a dívida de financiamentos/empréstimos adicionando mais R$ 2,6 bilhões.
Empréstimos que exigiram (até agosto) R$ 532 milhões como juros, encargos e variações cambiais (nos ativos e passivos).
Ou seja, a dívida paga só trocou de lugar. Mas aumentada e mais cara dado que os juros bancários (nacionais e internacionais) são maiores do que as negociações com os demais credores nacionais públicos e privados.
Isto com uma disponibilidade de caixa bruta no Tesouro Estadual de R$ 3,013 bilhões (RGF 2º quadrimestre/23).
Sei que os responsáveis pelo planejamento do governo expressam nos corredores ser o blog contrário ao Estado.
Por apresentar os números do Estado que são públicos e publicados pelo próprio governo nos seus relatórios.
Talvez sejam os mesmos que não disponibilizam o Projeto de Lei Orçamentária dde 2024 ao distinto público. E que já virou rotina nos governos e deputados. Uma obrigação constitucional cujo descumprimento é crime (tem também a Lei da Transparência Públcia). Só com muita luta se os consegue. E pelas metades.
No mais é ninguém sabe, ninguém viu. Apesar de mais de duas semanas protocolado no Legislativo o projeto que mostra o quanto o governo vai ter de recurso público do contribuinte no próximo ano e onde e como vai gastá-lo..
É como se fosse dinheiro privado de interesse só dos técnicos e dos políticos que podem aplicá-lo discricionariamente sem objeção pública pelo ilegal desconhecimento imposto.


