O governo decidiu aumentar o capital social da Agência de Fomento. Decidiu transferir R$ 5 milhões do Fundo de Desenvolvimento Social para a instituição (que não é banco mas funciona como tal) na metade do exercício financeiro e fiscal. O Decreto 6.653/23. De 31 de julho, foi publicado no DO de ontem.
O governo já é acionista majoritária da Agência de Fomento onde detém 99,4% das ações. O banco é uma sociedade anônima de capital fechado. Ou seja é o sócio controlador tendo, portanto, competência para decidir onde para quem emprestar a grana.
No ano passado emprestou (de recursos próprios ou de terceiros) R$ 11.828.978,00 a 840 empreendedores no Estado. No período foram aportados na Fomento R$ 10 milhões para integralização do capital social pelos acionistas, além de aporte de R$ 10 milhões no Fundo FDES para as linhas sociais.
No relatório de 2022, a instituição apontou o seguinte:
As receitas totalizaram R$ 6.6 (milhões), já as despesas totalizaram o valor de R$ 7.4 (milhões), sendo o resultado líquido acumulado do exercício de 2022, um prejuízo de R$ 806 (mil). Este resultado em prejuízo se dá pelo provisionamento das operações, cujo valor é estritamente contábil, não impactando no resultado financeiro, representando neste exercício R$ 1.4 (milhões), desconsiderando o provisionamento das despesas, o valor da despesa no exercício foi de R$ 6.0 (milhões). As Aplicações Financeiras do período seguiram a política de investimentos da Instituição, produzindo receitas no valor de R$ 2.062 (milhões). Os Ativos da Agência de Fomento apresentaram um saldo de R$ 41.196 milhões.


