Sábado, 24 de Out de 2026

Evangélicos sem medo da ira divina: fazem ato pró-Bolsonaro com Michele em Palmas misturando culto com evento do Partido Liberal e Copa do Mundo!! É o profano engolindo o sagrado mas dizendo ser divino o seu Messias mais ladino que beato!

12/10/2022 1518 visualizações

Enquanto Jair Bolsonaro passava nesta quarta em Aparecida (SP), na missa de Nossa Senhora Aparecida, após passar por Minas no palanque do condenado pastor Valdemiro Santiago, ex-Igreja Universal e que criou sua própria Igreja, a Igreja Mundial do Poder de Deus (teve 15 condenações em 30 dias no TJ de São Paulo), a primeira dama Michele Bolsonaro (a evangélica que ainda não soube explicar depositos em sua conta corrente) abriu nesta quarta na Capital o que se pode considerar a Igreja Evangélica PL. No vídeo aí é possível ver a mistura de Igreja com partido e a apropriação das cores da bandeira e da seleção brasileira de futebol com narração em ritmo de locutor esportivo de copa.

A situação é tão espetacular quanto as dívidas das igrejas evangélicas com a Receita Federal (conforme a Revista Veja) a saber: Igreja Internacional da Graça de Deus/RR Soares (R$ 139,7  milhões), Igreja Mundial do Poder de Deus/Valdemiro (R$ 85,9  milhões), Igreja Renascer de Cristo (R$ 31,3 milhões), Igreja Evangélica Assembléia de Deus/Silas Malafaia (R$ 9.8 milhões) e Igreja Batista de Lagoinha (R$ 9,4 milhões). Isto sem contabilizar os impostos das empresas de comunicação que as igrejas são donas.

Mas a turma cantava hoje no Centro de Convenções de Palmas: É o capitão do povo, misturando hinos evangélicos com jingles de campanha eleitoral. Como há pastores sendo investigados por corrupção no Ministério da Educação (um ministro e outro pastor chegaram a ser preso) por combrarem propina até em barras de ouro para liberar recursos públicos do Fundo da Educação, pastores estes que comandavam a Igreja Assembléia de Deus em Goiás, boa parte dos evangélicos que não seguem Bolsonaro deve estar enxergando na ação do Capitão do Povo apenas um pagão mais próximo de Barrabás do que de Cristo.

Um rendez-vous evangélico-sagrado-eleitoral, se me entendem.

 

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