Indiferentes ao aumento da violência no país, setores da sociedade (inclusive no Tocantins) reagem à decisão do presidente Lula de restringir, por decreto, a venda de armas de fogo no Brasil. Decreto assinado na última sexta-feira.
Os números resistem: no Brasil, o número de armas de fogo passou de 637 mil em 2017 (um ano antes da posse de Jair Bolsonaro) para 1 milhão e 558 mil registros em 2022 (último ano do governo Bolsonaro). Uma variação de 144%.
No Tocantins, os registros de armas de fogo passaram de 4 mil e 708 em 2017 e fechou o ano passado com 15 mil e 448 registros de arma de fogo no Estado. Um crescimento de 228%. Ou seja, o dobro do crescimento percentual relativo do número de compra de armas do país. Somos mais armamentista que a maioria da população brasileira.
Os dados são do Anuário Brasileiro da Segurança Pública, divulgado na semana passada. O mesmo que indica no Tocantins o aumento das mortes violentas intencionais em 5,5% (entre 2021 e 2022), saltando de 28,9 mortes/100 mil habitantes em 2021 para 30,5 mortes/100 mil habitantes no ano passado.
Contra o aumento de armas nas mãos do cidadão comum no Estado no período de 12 mil e 770 (2021) para 15 mil e 448 (2022). De outro modo: o número de armas cresceu 20%, mas não refreou o índice de violência. Latrocínios e homicídios, por exemplo, cresceram 12% de um ano para outro.


