Sábado, 24 de Out de 2026

Estado terá no próximo ano unanimidade de uma bancada bolsonarista. Uma vitória de Pirro porque a maior liderança no governo Lula pode recair sobre Kátia Abreu que não terá mandato

31/10/2022 676 visualizações

O governador Wanderlei Barbosa fez circular nesta manhã nota de congratulações a Lula pela vitória.

Uma decisão inteligente, muito embora tenha subido no palanque de Jair Bolsonaro a três dias das eleições.

Após Jair e o PL terem sido contrários à sua reeleição e em desacordo com a maioria dos eleitores do Estado que deram a vitória a Lula no primeiro e no segundo turnos.

O problema agora é juntar os cacos. Como é público os parlamentares bolsonaristas, em larga escala, cometeram crimes eleitorais às pencas nos últimos meses para entregar vitória ao presidente no Estado.

Há relatos escandalosos de pressões de deputados federais e senadores em funcionários e de empresários praticando assédio moral em favor de Bolsonaro. Um esculacho que passaria certamente em branco num êxito eleitoral do Capitão.

Derrotados (100% de deputados federais e senadores eleitos e quase unanimidade dos deputados estaduais) devem agora buscar com Lula o que não disponibilizava Bolsonaro a adversários políticos: tratamento republicano à representação.

Saem menores assim os senadores Iraja, Eduardo Gomes e a senadora eleita Dorinha Seabra. E, claro, a totalidade dos deputados federais. Todos eleitos na canoa bolsonarista e seus princípios arbitrários.

Eleva-se a posição da senadora Kátia Abreu que, mesmo sem mandato a partir do próximo ano, pode vir a ser a maior liderança de Lula no Estado. Isto se não for convocada para o Ministério da Agricultura que ocupou no governo Dilma Rousseff. Carimbando passaporte para um possível retorno daqui a quatro anos quando serão renovadas duas vagas no Senado.

Uma posição que independe do seu partido, o PP, que elegeu dois deputados federais com o empuxo bolsonarista posto ser presidido pelo coordenador da campanha do presidente, o ministro  Ciro Nogueira.

Lula certamente cumprirá o prometido (e deve mesmo fazer isto) e tratar de forma isonômica governadores, deputados federais e senadores. Mas é claro que os aliados terão tratamento diferenciado.

Ah, mas tem o Congresso bolsonarista!!!  Ora,  após a posse de Lula e da não reação de Bolsonaro, os deputados e senadores bolsonaristas seguirão seus princípios.

Não duvide se o deputado Carlos Gaguim não esteja nos próximos meses defendendo Lula e a democracia e chamando Kátia Abreu de minha senadora.

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