O governador Wanderlei Barbosa fez circular nesta manhã nota de congratulações a Lula pela vitória.
Uma decisão inteligente, muito embora tenha subido no palanque de Jair Bolsonaro a três dias das eleições.
Após Jair e o PL terem sido contrários à sua reeleição e em desacordo com a maioria dos eleitores do Estado que deram a vitória a Lula no primeiro e no segundo turnos.
O problema agora é juntar os cacos. Como é público os parlamentares bolsonaristas, em larga escala, cometeram crimes eleitorais às pencas nos últimos meses para entregar vitória ao presidente no Estado.
Há relatos escandalosos de pressões de deputados federais e senadores em funcionários e de empresários praticando assédio moral em favor de Bolsonaro. Um esculacho que passaria certamente em branco num êxito eleitoral do Capitão.
Derrotados (100% de deputados federais e senadores eleitos e quase unanimidade dos deputados estaduais) devem agora buscar com Lula o que não disponibilizava Bolsonaro a adversários políticos: tratamento republicano à representação.
Saem menores assim os senadores Iraja, Eduardo Gomes e a senadora eleita Dorinha Seabra. E, claro, a totalidade dos deputados federais. Todos eleitos na canoa bolsonarista e seus princípios arbitrários.
Eleva-se a posição da senadora Kátia Abreu que, mesmo sem mandato a partir do próximo ano, pode vir a ser a maior liderança de Lula no Estado. Isto se não for convocada para o Ministério da Agricultura que ocupou no governo Dilma Rousseff. Carimbando passaporte para um possível retorno daqui a quatro anos quando serão renovadas duas vagas no Senado.
Uma posição que independe do seu partido, o PP, que elegeu dois deputados federais com o empuxo bolsonarista posto ser presidido pelo coordenador da campanha do presidente, o ministro Ciro Nogueira.
Lula certamente cumprirá o prometido (e deve mesmo fazer isto) e tratar de forma isonômica governadores, deputados federais e senadores. Mas é claro que os aliados terão tratamento diferenciado.
Ah, mas tem o Congresso bolsonarista!!! Ora, após a posse de Lula e da não reação de Bolsonaro, os deputados e senadores bolsonaristas seguirão seus princípios.
Não duvide se o deputado Carlos Gaguim não esteja nos próximos meses defendendo Lula e a democracia e chamando Kátia Abreu de minha senadora.


