Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Estado tem o 3º maior gasto per capita com salários de servidores dentre 27 UFs e o quarto menor PIB do país. Mas pauta de aumento de despesas volta à agenda. Algo não vai bem!!

26/08/2021 599 visualizações

Os sindicalistas se mobilizam para reivindicar concursos públicos no governo. E, convenhamos, foram impulsionados pela própria ação do Executivo que prometeu mais 500 policiais (quando há um contrato para mil) e acenou com contratações no quadro geral. Enquanto prorrogava pagamento de progressões/promoções e congela passivos com o funcionalismo.

A reviravolta política do Executivo denota a possibilidade de que o processo eleitoral esteja influenciando no planejamento do governo que pode fechar o segundo quadrimestre ainda na faixa dos 43% da RCL com pessoal, mas com viés de subida.

Como é sabido, este índice tem muito da ação do Executivo mas a despesa bruta contabilizada e a despesa utilizada para o cálculo da LRF dão ao indicador a natureza de uma ficção. Isto porque são retiradas determinadas despesas que não deixam de ser gastos, apesar de não entrar no cálculo.

No papel, o Estado registrava até 2020 (Boletim de Entes-subnacionais/STN) o terceiro maior gasto per capita com salários de servidores dentre as 27 unidades federativas do país. E o quarto menor PIB. Tinha, portanto, menos recursos, mas pagava proporcionalmente mais que os Estados ricos.

E na avaliação dos sindicalistas (como vai no T1 Notícias) se for para fazer concurso, tem que ser para contratar de 4 a 8 mil servidores.  Somando os mil autorizados, mas os 500 já prometidos, o Estado contrataria algo próximo de mais 10 mil servidores.

E qual é a atual situação: retirando os cerca de 15 mil contratos/comissionados (que poderiam dar lugar a concursados), o governo tem uma folha de R$ 276 milhões mensais (dados de 31/12/2020) com servidores efetivos civis e militares e aposentados/pensionistas. São 34 mil e 875 civis e 5 mil e 472 militares. Nos civis, o rendimento médio é de R$ 6 mil e nos militares, R$ 11 mil.

Não são dados sugestivos de que se possa abrir a porteira dos gastos.

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