Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Estado tem muita margem para tomar emprestado mas encargos e amortizações dos financiamentos já contratados promovem uma sangria quase bilionária no ano: de 2022 a 2026 serão R$ 2,7 bilhões

12/01/2025 976 visualizações

Uma conta para o futuro: o governo do Estado desembolsou em 2024 (previsão da STN) o equivalente a R$ 808,3 milhões com amortização e encargos da dívida de empréstimos.

Em 2024, entretanto, só entraram de novos recursos de empréstimos a soma de R$ 257 milhões de financiamentos já contratados da disponibilidade de crédito de R$ 1 bilhão com o BB (vigente em 31/12/2024).

O empréstimo é para pavimentação asfáltica. Mas no Orçamento de 2025 só tem previsto R$ 282 milhões de recursos oriundos de operações de crédito.

É um empréstimo com taxa de juros de CDI+1,40%. Vai até 2033. O BB foi substituído pelo governo na administração da conta do tesouro. Fechou 2024 com movimentação próxima de R$ 20 bilhões.

Em 2025, o Estado irá pagar R$ 625 milhões de amortização, juros e encargos.

De 2022 (1º ano de Wanderlei) até 2026 (final do mandato), como está na tabela do empréstimo de R$ 1 bilhão com o BB, o Estado terá pago só de juros e amortização o montante de R$ 2,782 bilhões.

Até 2023 (quando vence o contrato do BB), serão R$ 5,6 bilhões de juros, encargos e amortização. Dos empréstimos já existentes. Mas o Legislativo já aprovou outros.

Somando a isto a média de R$ 2 bilhões de isenções fiscais anuais, uma tungada de R$ 25 bilhões em dez anos.

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