O Estado fechou ontem com uma média móvel de 18 óbitos diárias pelo Covid-19 (consórcio de notícias da imprensa). A situação é mais grave ainda porque nesta quinta com o sistema de saúde colapsado. O Estado e a Capital são dados como em situação gravíssima.
O decreto do governo e as cartas endereçadas pelo governador do Estado a prefeitos e servidores públicos somam-se à tentativa de agregar mais leitos e UTIs ao sistema quando as mortes não lhes dão prazo.
A Saúde gastou parte de seu tempo tentando demonstrar controle da pandemia que sempre esteve descontrolada e carente de um planejamento como recomendava a OMS. No Tocantins (a exemplo de outros Estados) a política impediu uma ação organizada e sistêmica.
E não era por falta de razões numéricas. Do primeiro ao 500º óbito (14 de agosto) passaram-se quatro meses. Do 500º a 1.000 óbitos (9 de outubro) o prazo reduziu-se para dois meses. Dos 1.000 óbitos a 1500 óbitos (25 de fevereiro) foram quatro meses. Já do 1.500 aos 1.735 (17 de março) passaram-se apenas 20 dias.
Ou seja, prevalecida a inércia, em duas semanas fecharemos com 2 mil mortos. De outro modo, teríamos 500 mortos em 40 dias. Contra os quatro meses dos 500 anteriores.


