As previsões não são nada otimistas para o Estado. Enquanto no Sul, Sudeste e Nordeste do país os reservatórios das hidrelétricas reduzem-se a níveis críticos, os ribeirinhos do rio Tocantins se movimentam para o impacto do aumento da vazão de Serra da Mesa – que irá atingir suas ribanceiras – com a finalidade de produzir mais energia no Tocantins que evite apagões no país. Um paradoxo continental.
De uma tacada só, dois prejuízos: a perda das margens (e praias), da vazante e aumento da tarifa da conta de luz que o Estado paga, apesar de dar abrigo a quatro grandes hidrelétricas que já tomaram-lhe o rio.
A decisão da Agência Nacional de Águas na semana passada não recebeu, por motivos óbvios, qualquer reação dos parlamentares e lideranças do Estado. É como se nada fosse. Não vi e nem quero saber de que tenha visto.
No rastro, mais elementos na conta: o preço do díesel que movimenta uma dezena de pequenas hidrelétricas (a tais PCHs que detonaram pequenos riachos) convocadas a entrar no mutirão da luz. Energia mais cara, que se note. O consumidor paga o reajuste do combustível que impacta na conta da luz mas não muda o pacto.
E aí somos obrigados a processar a fala do presidente da Petrobras numa comissão especial no Congresso ontem de que a companhia não mudará sua política atrelada ao dólar. Sem saídas.
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