Sábado, 24 de Out de 2026

Estado que não tem cura. Meu artigo no Jornal do Tocantins desta quarta

15/09/2021 624 visualizações

As previsões não são nada otimistas para o Estado. Enquanto no Sul, Sudeste e Nordeste do país os reservatórios das hidrelétricas reduzem-se a níveis críticos, os ribeirinhos do rio Tocantins se movimentam para o impacto do aumento da vazão de Serra da Mesa – que irá atingir suas ribanceiras – com a finalidade de produzir mais energia no Tocantins que evite apagões no país. Um paradoxo continental.

De uma tacada só, dois prejuízos: a perda das margens (e praias), da vazante e aumento da tarifa da conta de luz que o Estado paga, apesar de dar abrigo a quatro grandes hidrelétricas que já tomaram-lhe o rio.

A decisão da Agência Nacional de Águas na semana passada não recebeu, por motivos óbvios, qualquer reação dos parlamentares e lideranças do Estado. É como se nada fosse. Não vi e nem quero saber de que tenha visto.

No rastro, mais elementos na conta: o preço do díesel que movimenta uma dezena de pequenas hidrelétricas (a tais PCHs que detonaram pequenos riachos) convocadas a entrar no mutirão da luz. Energia mais cara, que se note. O consumidor paga o reajuste do combustível que impacta na conta da luz mas não muda o pacto.

E aí somos obrigados a processar a fala do presidente da Petrobras numa comissão especial no Congresso ontem de que a companhia não mudará sua política atrelada ao dólar. Sem saídas.

(....)

Leia mais:https://www.jornaldotocantins.com.br/editorias/opiniao/tend%C3%AAncias-e-ideias-1.1694943/estado-que-n%C3%A3o-tem-cura-1.2319877

Compartilhar

Deixe seu comentário

Mais em Ponto Cartesiano