Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Estado policial: no dia da diplomação do governador eleito, delegados deflagram Operação Catarse em Porto. Não mais servidores fantasmas, agora fraudes em licitações!!! Catarse já é uma marca!!

luizarmandocosta 17/12/2018 1755 visualizações

As pessoas não estão levando a sério. As instituições também não. A Polícia Civil (os delegados da busca e apreensão no Palácio Araguaia) levou a Operação Catarse para a Câmara Municipal de Porto nesta segunda.

Ou seja: já não se busca apenas servidores fantasmas no governo. A busca e apreensão (Operação Catarse) no Palácio, lembram-se, tinha fim específico para colher provas contra uma funcionária. Os delegados expandiram-na por contra própria para todo o governo do Estado.

Agora, a Operação Catarse é um guarda-chuva tipo Operação Lava-Jato, se é que me entendem. Se Sérgio Moro podia, chegou a Ministro e pode ser presidente, porque não um dos "nossos".

O crime deve ser combatido. Os métodos é que são discutíveis. Ainda mais com variações políticas e uso de instrumentos e expedientes públicos para demonstração de força de categorias de servidores públicos que buscam mais representação que exercício de suas funções.

Em Porto, a Operação Catarse, como se divulga, tem o objetivo de combater fraudes em licitações. Conclusão: os delegados da Polícia Civil decidiram expandir também a Operação Catarse. Ou teriam omitido na informação sobre a busca e apreensão no Palácio, a extensão da operação.

A Operação Catarse em Porto Nacional ocorre justamente no dia da diplomação do governador eleito Mauro Carlesse, um dos alvos da Polícia Civil na, digamos, primeira fase da Operação Catarse.

Esse pessoal (alguns delegados até) é percebido certo modo na truculência de suas postagens nas redes sociais sobre supostos marginais (com fotos e tudo) que investigam e prendem.

Postagens que merecem ser printadas para serem mostradas aos policiais que cumprem a lei, como não deve ser a conduta pessoal e profissional de um delegado de polícia. Seguem, com efeito, a truculência processual.

A Catarse, os delegados quereriam, é possível inferir-se, transformá-la na nossa Lava-Jato regional. Diferem-nas a diferença de conhecimento e manuseio das regras processuais entre a turma de Curitiba e a turma de Araguaína. Se lá, passaram pela JF, TRF, STJ e STF, aqui não passam do Tribunal de Justiça.

Uma garotada fazendo birrinha com o governo por motivos óbvios e conhecidos já que não conseguem nem mesmo disfarçarem suas intenções políticas e reivindicatórias.

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