O governo tem até o dia 30 de maio para publicar o balanço do primeiro quadrimestre de 2022. Os números publicados até esta segunda indicam piora no desempenho fiscal ainda que dentro da LRF. Considerando que no mês de abril ainda não haviam sido contabilizados os reajustes, promoções e progressões, a situação tende a ser mais agravada até agosto.
A administração pública elevou as despesas brutas de pessoal em R$ 1,1 bilhão levando-se em conta o balanço de dezembro de 2021 relativo aos doze meses do ano.
Nos últimos doze meses (maio/2021 a abril/2022), o Executivo (conforme o Portal das Transparências) registrou despesa brutas com salários de R$ 6,7 bilhões contra R$ 5,6 bilhões (jan/dez/2021).
Nas despesas líquidas (que conta no cálculo da LRF), o governo pode fechar o primeiro quadrimestre consumindo R$ 4,6 bilhões. Mais que os R$ 4,05 bilhões líquidos de dezembro/2021.
Só no primeiro quadrimestre de 2022 foram liquidados com salários no Executivo R$ 2,231 bilhões contra R$ 1,336 bilhões no primeiro quadrimestre de 2021. Um acréscimo no período de R$ 895 milhões.
Por outro lado, a Receita Corrente Líquida deve fechar o primeiro quadrimestre de 2022 na faixa de R$ 9,8 bilhões (RCL dos últimos doze meses). Um valor inferior à RCL de R$ 10,05 bilhões registrada de janeiro a dezembro do ano passado.
Os números ainda estão sujeitos a alterações mas com pouca margem de erro modificarão o panorama que aponta para gastos de 46,6% da RCL com salários, contra os 40,31% com que fechou o ano passado.


