Sábado, 24 de Out de 2026

Estado observa sem reação militância cultural querer apropriar-se da representação dada ao governo nas eleições para atropelar processo na Cultura de olho nos R$ 41 milhões das leis culturais federais !! Lula, tudo indica, não levou só a Presidência!!!

05/02/2023 1264 visualizações

Os artistas sempre deram um duro danado para mostrarem sua arte e sobreviver. Antes, tinham os editais que cavavam em Brasília, depois a Lei Roanet dependente da captação de recursos privados de empresários dedutíveis nos impostos. A maioria da classe é desorganizada é fato. Não tem muita afinidade com documentos, prestação de contas, essas coisas que o cidadão comum se preocupa. Outros veem como demérito apresentar projetos a empresários para captar patrocínios.

Daí, mais fácil cobrar de governos o financiamento de suas atividades. Dinheiro que, na verdade, sai do bolso do contribuinte. Muitos artistas veem em bilheterias de teatro ou botecos de som ao vivo como instrumento de sobrevivência,  rebaixamento de sua arte. Diferente do que pregam: a arte tem que ir onde o povo está.

Só que, se os recursos públicos aplicados na cultura não voltam aos cofres públicos (ainda que acrescentem à população), possibilitam outros ganhos aos beneficiados dos editais como a própria bilheteria, comercialização de livros, documentários e que tais. É do jogo e atende ao princípio de que os governos devem incentivar a cultura. Mas não bancá-la porque ela, como é notório, vem do povo, não é recriada. Sendo assim, todas as categorias deveria ser financiadas pelo poder público. Por que não jogadores de futebol?

Pois bem: no governo do Tocantins e em meio a deputados é quase um consenso que o governador Wanderlei Barbosa deve mexer nas Secretarias nos próximos dias. Além de remanejamentos de secretarias, é avaliada a separação das pastas da Cultura e Turismo. Seria a segunda mexida em menos de um mês (mudou a estrutura em 11 de janeiro).

Cultura e Turismo, ainda que interdependentes, são, em potencial, setores que podem, a curto prazo, mudar a realidade do Estado, dado o fracasso retumbante da vocação agropecuária de faturamento bilionário em transferir renda à população.

No espectro político, a alteração, ainda que pertinente, impõe a conclusão de que, mais uma vez, ainda que fazendo a coisa certa, o governo estaria se rendendo à militância cultural que tem feito nos últimos dias cargas de críticas intempestivas e irracionais ao processo das Leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc quando o poder público (não só aqui) – praticamente no país - sequer abriu o orçamento.

Igual potência crítica empregada pela militância (engajada aos empresários de camionetes que faturam R$ 100 milhões/ano no Jalapão sem pagar impostos) contra Mauro Carlesse na discussão da concessão de áreas do governo (e não das comunidades tradicionais) a empresários por licitação e com aval do BNDES, aceita por Wanderlei. Como se o Jalapão fosse da militância.

A exemplo do que se faz em todos os parques do país e que o Palácio, agora, pretende retomar, justificando que lá atrás (quando cancelou a licitação) discordava-se da forma.

Ainda que o argumento da militância fosse o falso silogismo de que se estaria tomando terras de quilombolas e entregando a história e o patrimônio cultural do Estado. Uma mentira deslavada que o Palácio tomou como verdade.

Tão controverso como a campanha desta semana de minguados produtores de cinema e teatro por pressa nos editais (que tem um prazo legal a ser cumprido) contra o secretário Hercy Filho, gestor sério e que tem repetido no Estado o desempenho que teve no Ministério do Turismo onde, por méritos próprios, era substituto eventual do ministro.

Se em 2021, Wanderlei, em partido aliado de Jair Bolsonaro, atendeu a militância no Jalapão, agora se vê ele, próprio, ainda no mesmo Republicanos, pressionado pela mesma militância que o apoiou naquela decisão contra Mauro Carlesse, mas com potência inversa, agora com o ativo políticos de Lula apoiado pela maioria dos ditos artistas.

E qual é o moto-contínuo da cobrança patriota por agilidade do poder público e pula-pula dos prazos legais? O montante de R$ 41 milhões das leis culturais que serão viabilizadas, atenção, não só pelo governo, mas pelos municípios que até agora não receberam igual massa crítica do setor.

Lula não só assumiu a presidência em Brasília (DF).

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