Dados consolidados agora tornados públicos pela Secretaria do Tesouro Nacional registram que o Estado do Tocantins manteve no primeiro quadrimestre de 2019 a terceira posição dentre as Unidades federativas que mais gastam com servidores (proporcionalmente) no país.
Conforme a STN, dezesseis Estados ultrapassaram o limite de alerta da Lei de Responsabilidade Fiscal. Neste ranking macabro, o Tocantins só perde para Minas Gerais e Mato Grosso, nessa ordem. Minas com 65% das receitas com salários, Mato Grosso 59% e Tocantins 55%. O dado não é novo, já era conhecido por aqui. O novo é o ranking a partir dos números encaminhados à STN pelos Estados agora compilados.
A situação pode piorar no segundo quadrimestre de 2019 que fecha em agosto. No transparência.to.gov.br desta segunda, o governo já gastou de janeiro a julho (até hoje) o equivalente a R$ 3,3 bilhões com o funcionalismo para uma receita corrente de R$ 4,5 bilhões. Ou seja: 73%.
Retirando os penduricalhos da receita (para se chegar à receita corrente líquida) e dos salários (para a despesa líquida), dispostos na Lei de Responsabilidade Fiscal, ainda assim, tudo indica que a relação receita corrente líquida X despesas com pessoal pode bater os 60%.
Com possibilidade de elevar-se ainda mais no terceiro quadrimestre em função do comprometimento de parte da receita com novas despesas de dívidas autorizadas agora pelo Tribunal Regional Federal.


