Um dos indicadores publicados pela Secretaria do Tesouro Nacional na semana passada registra que o governo do Tocantins apresentou, no ano passado, a maior redução da dívida pública dentre as 27 unidades federativas do país. Isto ainda que sujeito a circunstâncias da elevação dos juros internos e da oscilação do dólar que corrige financiamentos internacionais.
A divida consolidada do Estado caiu 10,5% em 2021 comparada com o estoque da dívida com que o governo fechou o exercício de 2020. Caiu de R$ 5,3 bilhões para R$ 4,7 bilhões. De outro modo: Wanderlei Barbosa tem feito o dever de casa.
As maiores reduções foram nas dívidas de contribuições previdenciárias que caíram de R$ 1,195 bilhões para R$ 1,034 bilhões (pagou R$ 161 milhões) e de outras dívidas em que o governo pagou no ano passado R$ 540 milhões (a dívida era de R$ 1,118 bilhões em dezembro de 2020 e fechou 2021 com um saldo de R$ 578 milhões).
Outros 13 Estados reduziram a dívida: MT (-8,3%), MA (-5,3%), DF (-4,8%), SC (-4,7%), RO (-4,5%), AC (-4,2%), RJ (-3,9%), MS (-3%), RR (-2,3%), SP (-2,2%), PE (-1,4%), AL (-1,3%) e ES (-0,3%).
Piauí aumentou a dívida em 36,6%, Amapá (31,2%), Rio Grande do Norte (20,4%), Paraíba (10,9%) e Minas Gerais (9,6%) foram os Estados que mais elevaram suas dívidas consolidadas no ano passado. Ou seja, mais dependeram de financiamento para funcionar.


