Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Estado em transe: quanto mais rende, menos tem. Meu artigo desta quarta no Jornal do Tocantins

luizarmandocosta 19/02/2020 187 visualizações

O relatório da PNAD trimestral divulgado pelo IBGE na segunda – com os números do quarto trimestre de 2019 – expõe uma fotografia em branco & preto dos efeitos da economia política sobre a população do Estado.

É um retrato que não interessa, por motivos óbvios, aos agentes que dele se aproveitam, modificar-lhe a cor. Pelo contrário: necessitam de um cinza embaçado a encobrir contradições e paradoxos de que fazem uso para acumular riquezas num território absurdamente desigual.

Revela a Pesquisa PNAD que, contra a elevação do PIB estadual da ordem de 5,6% (de R$ 32 bi para R$ 37 bi), o número de sub-ocupados aumentou 40,3% no Tocantins de dezembro de 2018 a dezembro de 2019. E os desalentados cresceram 26,8% no período.

É um dado que não condiz com a economia estadual formal se considerarmos que ela colocou nos cofres públicos em 2019 o equivalente a R$ 2,7 bilhões de receita tributária. Um crescimento de 9,5% sobre os R$ 2,5 bilhões de impostos arrecadados no ano anterior (2018).

E ainda as receitas do governo, um dos fomentadores da economia: elas saltaram 12% em um ano. Passaram de R$ 8,06 bilhões realizados em 2018 para R$ 9,09 bilhões de receitas orçamentárias que o Executivo estadual conseguiu realizar no ano passado.

Seria risível uma proposição fundada na premissa de que quanto mais se aumentasse a movimentação econômica, se tivesse, na mesma medida e inversamente proporcional, a redução do mercado de trabalho e o aumento de desocupados.

Leia mais:https://www.jornaldotocantins.com.br/editorias/opiniao/tend%C3%AAncias-e-ideias-1.1694943/estado-em-transe-quanto-mais-rende-menos-tem-1.1997516

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