Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Estado: em quatro anos, despesas cresceram quatro vezes mais que as receitas. E quer mais dívidas. Se fosse uma empresa, falência era só questão de tempo

luizarmandocosta 18/02/2019 1336 visualizações

O governo do Estado deve, hoje, de empréstimos (nacionais e internacionais) o equivalente a R$ 2,5 bilhões (balanço de 2018). Somando parcelamentos e precatórios, os débitos chegam a R$ 3,3 bilhões. Sem contabilizar os passivos com os servidores, Plan-saúde, consignados e as contribuições do Igeprev (as negociações em atraso estão nos parcelamentos).

O empréstimo de R$ 739 milhões (previsto na LOA no Legislativo) com a Caixa e BB elevará a dívida consolidada para R$ 4 bilhões. Se está enquadrada dentro da Resolução do Senado e da LRF (cujo limite é 200% da RCL/R$ 14,3 bilhões/dezembro/2018), o seu avanço não segue o desempenho da economia local. E sim a inércia dos gastos que o governo diz querer reverter.

Para um crescimento das receitas correntes líquidas de 16,36% nos últimos quatro anos (R$ 6,1 bilhões/dezembro/2014 – R$ 7,1 bilhões/dezembro/2018), a dívida consolidada do governo do Estado pode saltar, com o novo empréstimo, 66%:  passaria de R$ 2,4 bilhões(dezembro/2014) para os R$ 4 bilhões este ano.

Paralelamente, a despesa bruta com pessoal passou de R$ 3 bilhões (dezembro/2014) para R$ 5,6 bilhões (dezembro/2018). Um crescimento de 81%.

Tem-se disso aí que as despesas e endividamento avançam de forma geométrica e as receitas, na proporção aritmética. Os gastos numa potência quatro vezes maior que as receitas. E isto contabilizando a inflação oficial do período, na casa dos 23,57%.

Dai a inadimplência e falta de liquidez. Se fosse uma empresa, falência era só questão de tempo. É como se o Estado tivesse um cartão de crédito e saísse por aí gastando além de sua capacidade de pagamento.

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