Quando se vê políticos do Estado defendendo a posse e porte de armas como solução para essa guerra urbana, se está aumentando as possibilidades do recrudescimento do avanço das estatísticas mórbidas. no Tocantins, destas 570 mortes por homicídios registrados em 2017, cerca de 47% dizem respeito a vítimas entre 15 e 29 anos!
Para se ter uma idéia disso, o número de homicídios no país (no mesmo período) apontou crescimento de apenas 36%. Passou de 48.219 (207)para 65.602 (2017). Ou: a taxa de crescimento dos homicídios no Tocantins foi mais de 300% superior à taxa nacional.
O Tocantins também ocupa posição "privilegiada" na taxa de homicídios. Enquanto esta taxa crescia no Brasil em índices de 24% de 2007 a 2017, o Estado registrava posição de ponta com um avanço nesta taxa de homicídios de 116% no mesmo período.
Evidente que se assim se dá, tem-se aí, em larga escala, o resultado da falta de política de segurança pública, da pobreza e da absurda concentração de renda proporcionada,também, pela inexistência de um projeto de desenvolvimento sustentável. Um barril de pólvora prestes a explodir.


