Sábado, 24 de Out de 2026

Estado e homens sem deveres: Legislativo apoiou por unanimidade impeachment de Mauro Carlesse e agora se movimentaria para apoiá-lo ao Senado. Um míssil em Wanderlei que os ouviu contra Kátia

10/07/2022 2597 visualizações

As consequências já se tinha, agora se conhece razões da causa. E aí não se isola a possibilidade de mais passivos à campanha de Wanderlei Barbosa que terá trabalho para retirar mais este bode da sala. Ou elefante.

E se expõe a emersão da motivação de deputados para a antipodia à senadora Kátia Abreu quando, por ora se tem, tomando-se as relações recentes, se oporiam, na verdade, as condutas de uma e de outros nos interesses sobre a coisa pública.

Circula no grupo palaciano (e o blog apurou veracidade nas especulações/ainda que não tivesse retorno das assessorias) que nada menos que dez deputados estaduais estariam fechando acordo com o ex-governador Mauro Carlesse tendentes a apoiá-lo na disputa pelo Senado.

Seriam eles: Vilmar de Oliveira, Cleiton Cardoso, Amélio Cayres, Luana Ribeiro, Eduardo do Dertins, Elenil da Penha, Jorge Frederico, Fabion Gomes, Issan Assado e Ivory de Lira (líder do governo). Pelo grau de liderança destes, não é implausível que a relação aumente.

Se na filosofia é ao estômago que segue o espírito, na política do Estado a movimentação certificaria, sem malabarismos retóricos, a desnecessidade de afirmação daquilo que subordinaria o cérebro.

Como Mauro Carlesse fora afastado acusado de seu governo ter recebido propina de R$ 44 milhões, como aceitaram os parlamentares, teria cacife para a festança.

Narrativa que encontra respaldo na renúncia que, do ponto de vista jurídico e parlamentar, sobrestaria a acusaçao dos deputados Muito embora os fatos a tornem viva assim como o fisiologismo de suas excelências, se confirmada a adesao.

Os deputados estaduais aprovaram por unanimidade há cinco meses a tramitação do impeachment do ex-governador por crime de responsabilidade. Um comando do Palácio (com reuniões e tudo não negadas), ainda que Mauro Carlesse estivesse sendo apenas investigado pelo STJ, nem denúncia o Ministério Público Federal tinha feito ainda, enquanto no país uma dezena de governadores exercia seus  mandatos respondendo os mesmos processos.

E onde estaria o problema para Wanderlei? A população formar um conceito de que seu governo é o mesmo de Mauro Carlesse e que seu comando pelo impedimento seria uma mera narrativa de ficção endossada, certamente, pela manutenção de parte dos secretários do governo anterior, cumprindo decisões tomadas por Carlesse.

Inclusive no fundão das emendas parlamentares, aprovado pelo ex-governador e que o atual governo alimentou esta semana com o depósito de R$ 17 milhões, o equivalente a 20% dos R$ 81 milhões anuais.

Do contrário seria acreditar que Wanderlei não terá candidato ao Senado o que não tivesse força política para deter essa força que, confirmada, dará musculatura a seu declarado principal adversário até agora.

Retomando o fio da filosofia: como homens sem deveres. E pior: homens bancados pelo distinto público que os enriquece ano a ano..

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