A classe política é tão previsível. A BRK teria informado aos deputados do PL (Janad Valcari e Marcus Marcelo) e ao Governador que vai analisar as demandas dos parlamentares sobre redução da tarifa de água e esgoto. A notícia foi divulgada pelo próprio PL.
Janad foi presidente da Câmara de Vereadores por dois anos. E não se viu qualquer movimento para anular a prorrogação da concessão da BRK, sem licitação e sem a aprovação do Legislativo.
Na Assembléia, a não ser a ação circunstancial dos dois, inexiste reação coordenada dos deputados sobre o preço praticado pela BRK que é 100% privada!!!diferente do que amplificam alguns. Nem qualquer fiscalização séria.
Todos eles tem conhecimento que a Saneatins foi privatizada (sem o aval da Comissão de Valores/CVM) e que a Odebrecht/Saneatins comprou a parte da empresa e quando a repassou à BRK Ambiental já era totalmente privada.
E que executa uma concessão que foi renovada sem pregão público. No dedaço. Um vício de origem. Um faturamento de algo próximo de R$ 200 milhões por ano no Estado (onde atende 20% da população).
Obviamente que a BRK pode, agora, dar uma de boa samaritana e, por exemplo, reduzir a taxa de esgoto de 80% para, sei lá, 60%, que cairá o valor. Agradando ao PL e ao governador. PL que tem pré-candidato a prefeito na Capital.
Mas não eliminará a ilegalidade da concessão nem a forma como a empresa trata o consumidor no Estado, sob o beiço das instituições públicas e de parlamentares. Há uma ação do MPE sobre o assunto.
E ainda poderá reajustar quando achar mais conveniente, afinal, ela é que teria rebaixado o valor da tarifa por sua vontade política de atender aos políticos.
Uma concessão dentro de outra concessão. Pobre do consumidor e da população do Estado que paga de água e esgoto uma das tarifas mais caras do país.
Com o enorme manancial de água doce e a boa vontade da classe política para dar uma mãozinha a grandes empresários (a BRK tem capital internacional) a adquirem financiamentos de bancos públicos e jogar a conta nas contas dos tocantinenses que somam 700 mil pessoas penduradas nos programas sociais do governo federal. Cerca de 500 mil deles na pobreza e extrema pobreza.


