Administrar a coisa pública não é para amadores. Só mesmo muita vaidade ou outros interesses para que o cidadão faça opção por fazer política e dela retirar o seu ethos, a sua substância. Uns dizem querer fazer bem ao próximo. Que bom!! Outros nem a explicações se dedicam.
Percebam a crise da Covid-19 no Estado. Pelos números das autoridades de saúde pública, a ocupação hospitalar de leitos destinados a pacientes do vírus cai na medida inversamente proporcional ao avanço do número de contaminados. Uma régua inversa.
De outro modo: quanto mais casos temos (deve chegar a 5 mil nesta quarta), menos internados necessitariam de cuidados emergenciais. É como se existisse um plano sobre o outro querendo ocupar-lhe o espaço. Uma dádiva divina, diria o crente. Mistério e não ciência, a avaliação, retrucaria o lógico, para apontar a natureza irracional dos números e da tese.
O racional indicaria que, quanto maior o número de casos, maior a possibilidade de mais internados. Na mesma medida em que quanto mais pessoas não cumprem o isolamento e vão as ruas, maior a probabilidade de mais contaminados. Mais pessoas juntas, mais vírus. Pela relação contaminados/internados, ratifica-se, no que certifica, que menos isolamento, menos contaminação.
É raciocínio que não pode ser justificado pelo aumento do número de testes que tem sido feito no Estado, o que é um fato. Ainda assim, mais testes, mais possibilidades de mais contaminados que não negariam a relação direta de mais contaminados, mais internados por alargar a base de cálculo. O contrário é que seria a negação da lógica.
As autoridades de saúde não conseguem responder a essa equação que, no fundo, também não percebem. E, não questionadas de forma adequada, vão repetindo os números e tentando demonstrar neles o acerto das medidas colocadas em prática.
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