O cidadão comum, que ganha salários acima de R$ 2 mil e 112 este ano pagará IR com alíquotas que vão de 7,5% a 37,5%.
Em Brasília assiste-se a disputa entre o Congresso e o Governo pela manutenção da desoneração de contribuição social de 20% a empresa de 17 setores. E que o Planalto vetou e editou uma MP fixando-a entre 10% e 15% este ano.
Neste cenário, os evangélicos (inclusive os nossos, os mais serelepes, do Estado mais pobre com pastores mais ricos) se levantaram ontem contra a decisão da Receita Federal (por recomendação do MPF e TCU) de cobrar contribuição das igrejas pelo pagamento dos salários dos pastores.
A bufunfa (que tem enricado pastores, inclusive no Estado) não poderia ser tributada. Imagino que se destinasse ao divino e não às burras da turma.
O governo e a RF apenas querem que pastores e igrejas sejam tratados como empresas e trabalhadores (pastores CEOs, claro, porque o operariado é o fiel que paga o dízimo).
E que a grana, aí sim, seja revertida aos mais pobres. Inclusive os fiés da igreja que não recebem a tal prebenda. A turma,tudo indica,se opõe a dividir o bolo. Mesmo com os fiéis.
Na verdade, as igrejas evangélicas não só agem como franquias. São as próprias. E não lhes bastam apenas explorar os fiéis para enriquecimento de terceiros.
Disputam tornar o Congresso instrumento de sua luta econômica. Em nome de Deus.


