Até reaparecer a esquerda no Estado, a direita segue para manter o poder no próximo ano.
Aliás, a esquerda só governou o Estado por quatro anos: MDB de Moisés Avelino. Em 37 anos.
O vice de Moisés era Paulo Sidnei, hoje bolsonarista radical, mas no governo Laurez.
Moisés já declarou-se apoiador do governador em exercício, Laurez Moreira, do PSD.
Ele próprio, Moisés, responsabilizado pelo retorno da direita com Siqueira Campos em 94. O MDB era governo, mas Siqueira (PPR) levou com 58,73%.
Moisés boicotou publicamente a candidatura de João Cruz (sequer foi a palanques).
E voltaria a apoiar Siqueira Campos nas eleições de 2010, contra o candidato do seu próprio partido, Carlos Gaguim (PMDB).
João Cruz era mais popular liderança que o MDB já teve no Tocantins, deputado por Goiás e prefeito de Gurupi. Herdeiro natural de Jacinto Nunes.
Cruz tinha com vice um então radical de esquerda, ex-deputado Edmundo Galdino, que militava no PCdoB.
Galdino foi a óbito na Covid-19, negligenciada pelo governo de extrema direita de Jair Bolsonaro.
Fora baleado por pistoleiros na década de 80 numa reunião de trabalhadores rurais na Câmara de Araguaína.
Livrou-o da morte o já radical de direita Ronaldo Caiado, então da UDR. Hoje um dos postulantes a unir a extrema direita e a direita.
No Tocantins o poder continua sendo disputado pela direita. A mesma responsável pela situação de pobreza e miséria (e desvios) que deve, nos palanques, repetir ter soluções.
É uma direita dividida que não sabe se segue Tarcísio de Freitas ou a psicopatia política bolsonarista.
E desta forma pode enfrentar um candidato que não é de esquerda, mas de centro, que se aproxima, cada vez mais, por mera gravidade, de uma coalização com o centro-esquerda que é o governo do PT.
Mas que tem sua trajetória, em larga medida, desenhada em partidos de direita
















