O Estado se aproxima impiedosamente dos mil e quinhentos mortos pela Covid-19. O equivalente a um por cento da população foi tragado pelo vírus. A poucos dias do final do ano, não se nota, entretanto, movimentos do poder público para a aquisição de vacinas.
Fia-se, deduz-se, no destrambelhado plano nacional do Ministério da Saúde. Um projeto de vacinação que, até agora, não tem vacinas. Consequência inevitável da incapacidade de planejamento do governo federal misturada à obscurantista negação da ciência com elevado grau de irresponsabilidade.
Desta forma, a inércia conspiraria para que os tocantinenses tivessem que esperar por meses pela vontade política da União em liberar as vacinas quando o próprio Supremo Tribunal Federal já sinalizou as competências dos Estados para adquiri-las e aplicá-las em seus territórios.
Economia com vacinas não seria, certamente, atitude mais acertada do poder público. Até porque o valor estimado de uma campanha estadual com a vacina Coronavac/Butantã (custo estimado de dez dólares a unidade) sairia, por exemplo, por volta de R$ 80 milhões numa primeira etapa de imunização dos 1,5 milhão de moradores no Tocantins.
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