A possibilidade do MDB aliar-se ao PSL na disputa pela presidência no próximo ano, aventada neste final de semana pela Folha de São Paulo, promete mexer com o vespeiro da política no Estado.
O governador Mauro Carlesse (que praticamente tem decidido por Wanderlei na cabeça da majoritária) filiou-se ao PSL há dois meses.
Já o MDB divide-se entre o senador Eduardo Gomes (que especula-se pode ir para o PP da senadora Kátia Abreu) e o ex-governador Marcelo Miranda que já foi do PFL e PSDB mas, nas atuais circunstâncias, improvável que troque de partido.
´E aí o angu de caroço. Acatando regionalmente uma decisão nacional no sentido de aliar-se com o ex-partido de Jair Bolsonaro, o MDB estaria apoiando o seu mais recente antípoda e, para muitos, mais que adversário, inimigo: Mauro Carlesse.
Mauro Carlesse (que pode disputar o Senado) assim observa da janela a movimentação que, se não lhes entregará o MDB, fragilizará um dos maiores adversários no Estado, ao não acatar uma decisão do tipo da executiva nacional. Não há no país a obrigatoriedade da verticalização.
O governador (que agora preside o PSL) vê tudo isto sentado no segundo maior fundo eleitoral do país, o do PSL, em função de sua bancada eleita na Câmara dos Deputados em 2018, de 52 parlamentares.
Só menor que os 54 deputados federais da bancada do PT. Onde o MDB tem apenas 34 parlamentares.
O PT teve nas eleições de 2020 um total de R$ 201,3 milhões, PSL ficou com R$ 199,4 milhões e o MDB apenas R$ 148 milhões de um total de R$ 2,034 bilhões do fundo.
É ver até onde vai essa mistura de Michel Temer, José Luiz Datena e Simone Tebet!!!!


