O país já conta mais de 12 mil mortos na pandemia do Covid-19. Neste 13 de maio acostumávamo-nos desde as séries iniciais a celebrar o fim da escravidão no Brasíl. Hoje deve ser encoberto pelas notícias de mais mortes e casos do corona vírus e de mais declarações estapafúrdias da maior liderança formal do Brasil.
Nas escolas chegava-se a rememorar a figura dos escravos, as crianças tinham o rosto pintado com carvão, como faziam-me, de forma recorrente, as professoras no primário do Dom Domingos Carrerot. No desfile de 7 de Setembro, a situação se repetia. Agora com imitações de correntes amarradas aos pulsos.
É provável que nesta quarta-feira pouco se dará à libertação dos escravos, muitos anos procrastinada pela elite (grandes fazendeiros de engenhos e comerciantes) do país que fazia dos negros mercadoria e mão de obra gratuita em favor de seus lucros. Libertar os escravos mataria o comércio e a economia por consequência.
Prendemo-nos, nos dias atuais, numa alienação mais vulgar. Uma narrativa ideada com propósitos pensados. Como hoje contrapõem distanciamento social com o lucro dos empresários.
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