Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Entrega de área pública para empresa internacional restaurar e ainda entregar R$ 120 milhões iniciais ao governo requereria informações mais claras do poder público diante da omissão recorrente do MPE

27/01/2025 579 visualizações

O governo anunciou um protocolo de restauração florestal com duas empresas denominadas Silvania e Genoma com a Tocantins Parcerias (S/A).

Informa-se que a empresa fará um investimento internacional de R$ 120 milhões. Seria um dos resultados da missão à Suiça.

No comunicado informa-se isto aqui: O objetivo é melhorar a regulação climática com a absorção de gases de efeito estufa da atmosfera e a manutenção das florestas em pé (...).

A  primeira área corresponde a  12 mil hectares. Ou seja, 2 mil e 500 alqueires.

Claro está que a restauração florestal teria como causa e consequência aumentar sequestro de carbono. Dado o convênio firmado com uma das subsidiárias da Mercuria Energy Trading. E que promete entregar ao governo até 2030 a soma de R$ 2,5 bilhões.

E qual a área que será inicialmente restaurada: as áreas de preservação de competência do Naturatins.

É obviamente um assunto que requereria indagações do Ministério Público. 1) O Naturatins não estaria cumprindo sua obrigação?2) O Ministério do Meio Ambiente não teria recursos para restauração de áreas públicas degradadas? Quais as cláusulas desse convênio de financiamento privado de restauração de área pública?

Mais: o que o governo do Estado concedeu em contrapartida por estes iniciais (isto mesmo, iniciais) R$ 120 milhões?

O governo informa o lero-lero de sempre: geração de emprego e renda.

Esse assunto promete.

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