Nas décadas de 60 e 70 – nas eleições que a ditadura permitia – perambulava pelo ex-Norte goiano atrás de votos pouco mais de uma dezena de políticos: Zé Freire, Siqueira Campos, Zé de Sena, Alziro Gomes, Rezende Monteiro, Coronel Pereira, José Dourado, Jarmund Nasser, Adjair Lima, José Alves de Assis eram os mais constantes. Retirando Zé Freire, o resto governista. Não que Freire não tivesse os mesmos métodos (ainda que na teoria praticasse ideologia progressista, tinha lá seus desvios), mas era do PSD e os demais udenistas, cujos sucedâneos foram o MDB e a Arena.
Depois, num hipotético ranking de ideólogos e visitantes, viriam Otávio Lage, Peixoto da Silveira, Rui Brasil, Leonino Caiado, Irapuan Costa Junior, Ary Valadão. Iris Rezende só apareceu quando retornou à vida pública já no final da década de 70, quando o ex-prefeito de Goiânia era arroz de festa.
Como o hoje Wanderlei Barbosa, ia a peladas, visitava empresas. Numa dessas, em 78, adentrou a revisão do jornal Folha de Goiaz (Diários Associados) para mostrar-nos seus projetos na madrugada quando ganhávamos sustento corrigindo o jornal antes de descer às máquinas para impressão.
Destes, Irapuan (nomeado governador pelos militares, udenista portanto) foi o que mais percebeu a maior necessidade da margem direita do rio: a travessia. Ergueu a ponte do Tocantins e ligou o corredor da miséria à Belém-Brasília. Iris (pessedista), mais tarde, asfaltaria da ponte à BR.
De Ludovico não tenho memória, mas tinha lá suas garras por aqui. Mestre Adelino, em Porto Nacional, era um deles. Ludovico passou para a história como se fosse de esquerda, com Mestre Adelino a história foi mais sincera: era um conservadorzão inveterado.
O PSD de Ludovico foi representado por muitos anos em Porto pelo coronel político João Querido. PSD e UDN eram elementos que não se misturavam. Dividiam famílias até a morte. Esquerda era esquerda e direita era direita. Não existia ambidestria ideológica.
Parte das terras da região Sul de Palmas (próximas ao ribeirão Taquarussu Grande/Aeroporto) foram apropriadas de João Querido, mais tarde, por um udenista (Siqueira Campos) para sediar a Capital que, a priori, deveria ser projetada entre Porto e Canela, ali entre o córrego Xupé e o Água Fria. Mais espaço horizontal e topografia mais
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