Um divulgado número de 17 instituições fez ontem o lançamento de um Plano de Desenvolvimento Regional para o Estado. Pela divulgação, seria uma parceria da senadora Kátia Abreu, Universidade Federal do Tocantins, Federação da Agricultura, Federação das Indústrias, TCE, Sebrae, Faciet, Embrapa, ATM, Caixa, Banco do Brasil, enfim. Diz-se que o projeto será coordenado pela Universidade Federal. Uma decisão de bom senso e inteligente.
O projeto iria atender 60 municípios com verbas parlamentares da ordem de R$ 78 milhões em três anos na geração de postos de trabalho, capacitação e melhoria na prestação de serviços de saúde, educação e segurança. Daqui a três anos sucedem as eleições estaduais. E 60 municípios representam 44% das 139 cidades do Estado. Quase meio a meio.
A idéia é altruísta e deve ser incentivada. O problema é que dentre os parceiros não se inclui (na divulgação) qualquer órgão do governo o que sugere a não participação do Executivo estadual no projeto.
E aí essa espécie de consórcio, por mais boa fé que tenha, não poderá, nestas condições, fugir da conexão inevitável de que ter-se-ia um governo paralelo (não eleito) nos próximos três anos. Mesmo que o governo tivesse sido convidado e, talvez por estas próprias derivações e escrutínio, dele tivesse se esquivado.
A senadora Kátia Abreu, como é público, é pró-ativa e não é o primeiro consórcio que defende no Estado. E certamente interessaria à população projetos que contribuam para a melhoria de sua qualidade de vida.
O problema é de outra natureza: político. Até para internar recursos de emendas parlamentares no Estado é necessário o seu concurso. Algo dificultado quando o governador (que lidera a maior parte da bancada) fica supostamente de fora de um projeto desses.


