Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Enfrentamento que Executivo faz no subteto contraria sua expectativa orçamentária para 2024 onde prevê menos transferências e mais impostos arrecadados justamente pelo Fisco

10/12/2023 1060 visualizações

O governador Wanderlei Barbosa terá que enfrentar questões problemáticas esta semana após seu retorno de Dubai.

Um dos entraves é o teto do funcionalismo. Tudo indica que impulsionou deputados a editarem projeto de lei reajustando o salário do governador. Um paliativo.

Cerca de 30% dos preteridos no subteto são responsáveis pela arrecadação de tributos estaduais.

Para efeito de raciocínio: na Lei Orçamentária de 2024 (em tramitação no Legislativo) o Executivo prevê de receitas correntes o montante de R$ 12,296 bilhões (orçamento de R$ 14,5 bilhoes).

 É 7,55% a mais que a previsão de R$ 11,433 bilhões de receitas correntes (2023), mas menor que os R$ 12,931  bilhões previstos em 2022. No PLOA, as receitas correntes são 84,94% das receitas.

A queda da previsão se revela também na expectativa de transferências correntes (governo federal) para  o próximo ano. Ainda que para 2024 se projete R$ 6,478 bilhões (maior do que os R$ 6,333 bilhões de 2023), o valor é menor do que os R$ 8,875 bilhões de 2022.

Ou seja, receitas correntes e transferencias menores do que há dois anos.

Ocorre que a previsão de arrecadação de tributos (realizada pelos do subteto) foi elevada pelo Executivo: R$ 4,095 bilhões para o próximo ano. Uma previsão 14,72% superior a 2023. No PLOA, os impostos são 28,23% das receitas correntes.

De outro modo: o governo se fia para equilibrar o orçamento no trabalho do Fisco onde estão cerca de 30% do subteto que tem subestimado na sua movimentação política.

Convenhamos: não deve ser a melhor estrategia a escolha do governo em curso.

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1 Comentário(s)

D.Neto 10/12/2023

O governador tem que cumprir a promessa de enviar a PEC do teto constitucional único, o servidor público não aguenta mais ter confiscado parte de seus vencimentos

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